A opressão de ser “livre para adorar”

 Creio que o diabo tem grande interesse em monopolizar três elementos: barulho, pressa e multidões… Satanás está bem ciente do poder do silêncio. – Jim Elliot

Há alguns anos, surgiu no cenário gospel uma música que dizia: “In the secret, in the quiet place… in the stillness you are there…” (algo tipo: “No lugar secreto, no lugar silencioso… na tranquilidade Tu estás…”). A música foi traduzida e cantada em milhões de cultos ao redor do Brasil (Eu te busco, te procuro, ó, Deus… no silêncio Tu estás). Na tradução, essa primeira frase acabou sendo modificada. Até curti e toquei bastante essa música, mas como todo sucesso do mercado gospel que acha seu espaço nas nossas igrejas, logo veio um novo sucesso que tomou o seu lugar e essa foi descartada. Mas tinha sempre uma coisa que eu achava cômico, no mínimo. Era justamente a frase “no silêncio Tu estás…”.

A música afirma que Deus está no silêncio. No refrão, logo depois, ela diz “quero ouvir tua voz…”. Ok, isso seria coerente, não fosse um pequeno detalhe. Quando o verso acaba, a música cresce e explode no refrão, um pop rock BEM acelerado. Não foram poucas vezes em que estive num período de louvor em que bem antes de entrar o refrão, o dirigente gritava umas cinco frases em cinco segundos do tipo: “Agora-levante-e-cante-bem-alto-para-o-Senhor-com-toda-a sua-força-e-tire-o-pé-do-chão-Aleluiaaaaaaaaaa!!!!!”

Mas… não era no silêncio que Ele estava?

16001580Não foram poucas as vezes em que passei por um constrangimento em cultos jovens. Na hora de começar o louvor, o ministério puxa dois ou três versículos picotados de dois ou três Salmos diferentes. Em seguida ele faz uma pequena pregação temática sobre a alegria e a importância de não se calar na adoração. Depois disso ele pede logo que a congregação dê um “glória a Deus” em alto e bom som. Afinal, Deus o merece. Logo após, pede uma salva de palmas. Quando ela é fraca, faz uma chantagem emocional com a gente com algo tipo “nosso Deus não merece mais que isso?”, e então todos, constrangidos, batem palmas mais alto enquanto o dirigente vomita umas frases feitas do tipo “Você é livre do poder do pecado, do poder das trevas, você é livre! Então pule, grite e cante na presença do Pai! Aleluiaaaaaaa!!!!” Baterista dá a contagem, guitarra começa um riff com a distorção pesada e, em alguns casos, as luzes são apagadas para dar clima. Aí começa o pula-pula e corre-corre e gritaria. Se for em retiro então, piora tudo. As cadeiras voam e alguém puxa logo um trenzinho que dá voltas no salão. Afinal, somos livres!

Nessa hora eu estou no canto de pé agarrando o encosto da cadeira ou banco da frente. Geralmente fico bem tenso nesse tipo de ambiente. O volume é alto e eu não gosto. Depois de um tempo já tem gente olhando esquisito para mim como se eu fosse um E.T.. Aí, para piorar, o dirigente manda algo do tipo: “Você aí que está parado, calado e triste, não deixe esse sentimento tomar conta do seu coração e lhe roubar a chance de louvar! Então pule e seja feliz!”

Bem… a essa altura do campeonato, não preciso me preocupar com isso, pois o dirigente bem intencionado já me roubou tanto a liberdade de ficar quieto quanto a chance de louvar de maneira mais modesta. Abaixo a cabeça e fecho os olhos para não ter que encarar ninguém até que a música finalmente pare.

Basicamente, somos orientados e praticamente obrigados a exercer a nossa liberdade de louvor. É uma expressão de liberdade tirânica, pois ela não permite uma outra expressão, senão aquela, somente. Ironicamente, criamos toda uma categoria de músicas mais calmas a serem cantadas em dia de ceia, afinal, a ceia é um momento mais sério, né?

Não quero, com esse texto, dizer que o louvor mais exaltado e animado seja pecaminoso. Nada disso. Como baterista, conheço bem as dinâmicas de um período de louvor e sei que há momentos em que há uma genuína expressão de alegria por parte do povo que deve ser acompanhada de uma música mais alegre e festiva. Tente imaginar um culto de domingo de páscoa que não seja carregado de alegria. Eu pelo menos não consigo fazê-lo. Há quem prefira um culto extremamente formal. Se você assim o preferir, então glória a Deus!

1359654914_put-your-handsA minha crítica, a minha birra, se refere à opressão dessa suposta “liberdade de louvor”, que de livre não tem nada. Por meio dela, milhares de jovens são doutrinados a fazerem o máximo de barulho possível. Quer fazer barulho? Ótimo! Ele só não pode vir a custo do pensamento, da meditação e do silêncio. Nesses cultos raramente há espaço para o silêncio. Pior, quem escolhe se silenciar geralmente é mal visto. Há muitos anos, participei de um período de louvor em que o dirigente pediu que todos os jovens levantassem uma mão bem alto e que a abrissem e fechassem repetidamente, simbolizando a chuva de bênçãos que o Senhor estaria derramando sobre cada um naquela noite, enquanto o grupo de louvor cantava alguma música que falava de chuva. Eu não o fiz, nem uma boa parte do grupo jovem da minha igreja. Ao final da “chuvinha profética”, o dirigente deu uma palavra sobre aqueles que não “invocaram a bênção” e que estavam impedindo que Deus os abençoasse. No momento do intervalo, uma menina mais nova do nosso grupo chegou para mim com certo desespero e me perguntou: “Andrew, naquela hora de levantar a mão, eu não senti paz de fazer aquilo, então não fiz. Será que eu estou trazendo maldição para a minha vida?”

O que me entristece em relação à histeria coletiva cultivada nos cultos (particularmente os de jovens) é a demonização do silêncio e da solitude, como se esses fossem um sinal de afronta a Deus. Muito pelo contrário, o silêncio, a contrição e a solitude talvez sejam o meio em que mais nos aproximemos de Deus. No livro A grande omissão, Dallas Willard diz o seguinte, justamente num capítulo chamado “Convite à solitude e ao silêncio”:

A solitude e o silêncio são as disciplinas mais radicais da vida espiritual, pois atacam mais diretamente as fontes da infelicidade e do mal humano. Estar sozinho é escolher fazer nada – por longos períodos. É abrir mão de todas as realizações, pois o mundo só deixará de ter domínio sobre nós quando entrarmos na quietude que inclui não ouvir nem falar. Quando buscamos a solitude e o silêncio, paramos até de fazer exigências para Deus. É suficiente saber que Deus é Deus e que nós somos dele. Aprendemos que temos uma alma, que Deus está aqui e que este mundo lhe pertence.

Quando praticamos a solitude e o silêncio adequadamente, aos poucos, esse conhecimento de Deus toma o lugar da hiperatividade frenética e presunção que impelem a maioria dos seres humanos, incluindo os religiosos. Não obstante quem somos, esse conhecimento vai tomando conta de nós.

Ou seja, o que Willard está dizendo é que somente quando nos aquietamos perante Deus é que nos aproximamos dele e nos permitimos ouvi-lo, de fato. Inversamente, ao cultivarmos barulho e hiperatividade, estamos sabotando a nossa percepção de Deus. Fazemos tanto barulho que nem Deus consegue mais falar com a gente.

Na Bíblia, temos inúmeros exemplos disso. Para citar apenas um deles, lembre-se do que Jesus fazia nos momentos mais tensos do seu ministério. Ele se retirava, se aquietava. Ele saía de perto da multidão para poder se silenciar e ouvir melhor a voz de Deus.

E nós não fazemos isso também? Quando queremos conversar com alguém e tem música tocando ou televisão ligada, não abaixamos o volume do rádio ou desligamos a TV para dar mais atenção a ela? Então por que que seria diferente com Deus?

Expressões de alegria, um derramamento de sentimentos do nosso coração são errados perante Deus? De maneira alguma. Há algo de errado em se alegrar na presença do Pai? Claro que não, contanto que essa nossa alegria não atrapalhe a voz Dele. Nosso coração, porém, nos engana. Em contraposição à noção mundana de “paz interior”, não existe em nós silêncio e tranquilidade. Dentro de nós há apenas desejos pecaminosos e uma natureza carnal que milita contra Deus. Logo, eu preciso me silenciar para que Ele fale mais alto. O fato de que hoje em dia só permitido ao jovem “ser livre” enquanto ele está “fora do chão” me assusta muito. O padrão de “louvor bom” hoje em dia não só atrapalha o agir de Deus como agride qualquer um que se opõe a Ele.

Eu quero muito ser livre para adorar a Deus. Quero me ver livre do meu pecado, do barulho que habita em mim. Quero que Deus me livre do grito da carne que insiste em me levar para longe dele. Quero ser livre para me aquietar perante o Pai e dizer: “Agora é o Senhor que vai falar e eu que vou ouvir, somente.”

 

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36 comentários sobre “A opressão de ser “livre para adorar”

  1. Excelente artigo, Andrew. Não vou escrever muito, mas só posso dizer que MUITOS dos jovens cristãos que eu conheço só querem saber de músicas animadas, e também me vêem como diferente quando digo que prefiro algumas músicas calmas. Sei bem o que você quer dizer.

    A propósito, o guitarrista da sua foto lá em cima me é muito familiar. Não sei se você conhece a banda em que ele toca, mas se não conhece, deveria fazê-lo. Também tem várias músicas aquietantes e de adoração “calma” =D

    Que o Senhor esteja abençoando você e sua família. Forte abraço.

  2. Gostei, já pulei muito na “onda”, hj não sou mais adolescente.rs. E também não sou “boneco de ventrículo” para ser manipulada.Sempre gostei de Rock, e quando quero levantar a mão é por mim mesma, quando quero , ficar de cabeça baixa é por minha vontade.O amadurecimento vai trazendo isso.
    Livre para adorar é isso.

  3. Incrível, ficava pensando comigo mesma qual o meu problema por não me sentir confortável a fazer essas coisas tipo “chuva com a mãozinha”. Acredito que Deus tenha te usado para me dizer: não há problema! Espero que essa modinha passe logo (mas será que vai passar mesmo?).

  4. Cara, faço minhas as tuas palavras e pensamentos. Hoje estou vivendo esse momento que tu descreves de discernimento nessa parte da música na igreja. Com a minha equipe de louvor tocando, nos alegramos e nos divertimos ao fazer isto, e algumas vezes já fiz o momento de silêncio, onde deixei a igreja cantar por si só. E na verdade, não tenho costume nenhum de ficar “ministrando” durante as músicas, falando, incentivando a “algazarra” por que eu penso que as músicas devem por si só falarem no nosso coração, nos incentivando então, o próprio louvor cantado do coração. Então, procuro escolher músicas verdadeiras, pra que assim, elas falem por si só e as pessoas sintam de verdade a alegria por estar cantando algo verdadeiro como por exemplo o simples e forte “tu és santo” e não se emocionar ou se alegrar porque eu estou falando algo. Quando falo, falo pouca coisa e QUANDO eu sinto que devo falar (que é muito raro), porque não me vejo como “A” pessoa, pra ficar falando coisas que no final estou ali pra cooperar na adoração coletiva. Não é só a minha adoração, é a nossa, então todos adoramos juntos, cada um do seu jeito, mas sem um querer aparecer mais santo por estar lá na frente e ter um microfone. No final, a diferença entre eu e o cara que está em baixo, no banco, sem microfone, é ausente, não há. Me sinto alegre em ouvir a igreja cantando junto muitas vezes sem instrumentos tocando, assim como também me alegro com um bom instrumental.

    Enfim, parabéns me super identifiquei com o texto. Grande abraço.

  5. O pior é sempre as pessoas que querem te forçar a fazer algo que naquele momento você não quer. No silêncio ou no barulho, adoração tem que vir de dentro. Se você quiser pular numa música lenta e quiser ficar quieto numa música animada, tem que vir de você e ser verdadeiro. Por mais clichê que seja, adoração é para Deus, é o seu momento com ele, expressar o que está sentido.

    Muito bom seu post!
    A paz

  6. Fantástico posicionamento! Vale salientar que o texto de Isaias 42.1-14 esclarece que o Messias não gritará, ou seja, sem muito alvoroço também é possível agradar ao Pai. Isaías estava se referindo, nada a mais nada a menos que o nosso Senhor Jesus.

  7. Nesse domingo que passou estive numa igreja onde a pregação me foi muito edificante. Mas em determinado momento do culto houve louvores em que os dirigentes incentivara (quase instigaram) o bater palmas, pular etc. Desde pequena sou de uma igreja de costumes tradicionais e não me sinto nenhum pouco à vontade para louvar desta maneira, mesmo sem criticar quem o faz. Mas alguns amigos (irmãos em Cristo) me recriminaram por eu “não estar animada” no culto. Achei isso tão absurdo!!!
    Se sou livre para adorar, não devo ser obrigada a bater palmas (mesmo quando estas “são para Jesus”).

    1. Compreendo você, Daniela. Vemos muito nesse movimento pentecostal e afins, posturas que constrangem aqueles que pensam diferente, mesmo que o pensamento destes esteja mais de acordo com as Escrituras do que o deles, como a tão mencionada liberdade, que na Palavra de Deus é recomendado a que não a usemos para dar lugar à carne (Gl 5:13). Hoje em dia parece que Deus é que tem que se amoldar ao que ”eu quero, ao que eu sinto, ao que eu penso”. Então quem é que está sendo adorado aí? é mesmo Deus? será mesmo? ^^

  8. hey!
    Mto bom o seu artigo!!!
    me chamou bastante a atenção porque você falou que fica em pé agarrado no encosto da frente… bom, eu tive um tumor e, depois que fiz a cirurgia, perdi meu equilibrio. Quando estou nervosa, pareço um celular no vibra-call. E ainda mais: fui num retiro de jovens e todo mundo começou a pular! Eu não conseguia, além de ficar muito estranha, e meio que ninguém entendeu quando eu falei que queria ficar sentada no chão, louvando. Enfim, eu chorei muito, e comecei a pensar: pôxa, se Deus me fez, Ele sabe que eu prefiro ficar quietinha. Isso também é louvor. Não é por que eu não to lá, pulando, que eu não to louvando. Ser livre é fazer do seu jeito, sabendo que Deus vai aceitar tanto quanto. Por isso Deus é tudo de bom: Ele nos conhece por dentro, afinal Ele nos fez!!!
    🙂

  9. Eu já fui em alguns cultos “agitados” e não senti a presença de Deus achava que o problema estava comigo e me sentia deslocado como um pecador sem perdão, hoje vejo que o verdadeiro culto a Deus tem que brotar do coração contrito e quebrantado e é no silêncio que o Senhor trabalha em nossos corações.

  10. Belo texto irmãozinho! Só gostaria de deixar uma crítica construtiva: Acredito que você deveria ter falado um pouco mais detalhadamente acerca do que é solitude, pois se tal momento estiver dissociado da leitura e da oração, acaba não sendo produtivo…

    1. Bruno,

      Verdade. Mas o foco do texto não era a importância da solitude, mas sim uma crítica ao monopólio do louvor agitado na adoração. Não entrei no mérito da solitude pois este assunto merece um texto próprio. E esse já está bem grande, então ficaria pesado para um blog.

      Abraço,

      A

  11. Muito boa sua reflexão. Tenho meditado no sentido de música corporativa e um livro do Mark Dever “Deliberadamente Igreja” me ajudou bem tem um tópico sobre música excelente. Tão bom que se encontra este tópico no Google digitando “Música, por Mark Dever”. Outro texto que me levou a refletir é do David Murrow “Why men have stopped singing in church”, ou seja “PORQUE AS PESSOAS DEIXARAM DE CANTAR NA IGREJA”. Alguém traduziu em http://homenspiedosos.com/?p=1026. Abraços.

  12. Belo texto, Andrew. Concordo em tudo o que você disse, pois me sinto como você em algumas ocasiões. Já fui em igrejas onde a pessoa que está ministrando o louvor te “pressiona” a pular e fazer certas danças porque estamos em um culto jovem ou para demonstrar “nossa alegria diante do Senhor”. Me sinto constrangida às vezes por não fazer.
    Sei que o foco do texto não é falar sobre certas letras cantadas, mas também ja vivi casos de não cantar juntamente como o grupo que está ministrando por não concordar com o que está sendo cantado, como por exemplo em uma música que diz: “eu fui no terreno do inimigo e eu tomei tudo o que me roubou” (não sei se você conhece). Neste caso, há dancinha e tudo, e eu fico parada, sentindo como se todos estivessem olhando pra mim.
    Mais uma vez, parabéns pelo artigo!

  13. Só acho q voce exagerou um pouco, o problema nao sao as musicas agitadas ou calmas ou o silencio absoluto, o problema é que muitos nao entendem que nao importa silencio ou nao a sua adoração tem que ser de dentro. “O Pai procura verdadeiros adoradores em espírito e em verdade” nao silenciosos ou barulhentos, mas sim com coraçao adorador!

  14. Eu sou católica, e certa vez minha mãe me convidou para ir até a igreja dela que é Metodista, e uma das coisas que realmente percebi de diferente em relação à igreja católica foram as músicas, os ritmos e as coreografias. E na igreja da minha tia que é Pentencostal, é quase da mesma forma só que o som era mais alto, não há necessidade disso na minha opinião. Bem, uma das coisas que gosto na igreja católica é a serenidade ao decorrer do rito, dos cantos gregorianos e do fato de não haver grupos de dança (pelo menos na igreja que freqüento).

  15. Estou lendo um livro do Piper e ele fala da importância de nos ‘retirarmos’ a fim de nos concentrarmos em Deus, apenas.
    Na minha caminhada cristã também já ouvi muitas frases como essas: “pule, grite, você é livre!” E acredite, mesmo não participando da ‘geração que dançava’ naquele momento, meu silêncio estava inundado de alegria e liberdade.

    Excelente texto!
    Deus abençoe

  16. Nossa, esse texto é ótimo! Passei por isso esses dias, quando não quis pular/dançar/gritar durante um culto na igreja de um amigo. Eu simplesmente bati palmas e cantei junto. Eu estava feliz, de verdade, mas não senti necessidade de pular, de salto ainda heheh Mas escutei muito na pregação. O pregador falou que as pessoas não davam o melhor pra Deus, que ficavam quietas, enquanto tinham liberdade de festejar. Detalhe: eu fui a única que ficou mais quieta, hehe Mas é meu jeito mesmo, Deus conhece. Só que fiquei muito sem graça com a repreensão, né? rs

  17. Lendo o texto, Andrew, me encontrei e, de certa forma, até levo mais adiante essa questão de respeitar o silêncio que nos aproxima de Deus, antes, eu me sentia mal, na verdade uma chata de galocha por amar de um jeito muito estranho o silêncio. Gostava, não, gosto, não apenas de reverência e cautela no momento da adoração, mas, fundamentalmente, no momento do sermão. Não vou nem mentir e dizer que não detestava o barulho tempestuoso em resposta de boas pregações pq é desnecessário, isso é perceptível pelo que eu disse anteriormente. Sou boa ouvinte no geral, pq não seria por excelência qd Deus se revela em sua palavra. Eu compartilho, com certeza, dessa sensação de incômodo do lado de fora que apela por uma liberdade estranha que cria amarras por dentro e desenvolve entraves no seu relacionamento com Deus. Muito bom o texto, aliás, sempre né?!

  18. Olá Andrew, meu nome é Hendrik, sou pastor da Igreja Presbiteriana de Vila Industrial em Presidente Prudente, SP. Conheci seu blog por acaso em uma pesquisa que estava fazendo na internet. Li vários artigos seus e me identifiquei com você em vários pensamentos. Creio que você tem buscado um avivamento bíblico como eu e muitos outros. Gostaria de saber se você possui tempo disponível para um eventual convite para vir em nossa igreja um dia para trazer uma mensagem, um estudo, etc. Grande abraço.

  19. Com certeza concordo com o que diz o texto. A adoração à Deus é algo muito individual, não devemos exigir das pessoas aquilo que elas não tem, e mais, todo esse movimento musical “gospel” ,na verdade estão imitando os shows de bandas de rock, pop, enfim… bandas seculares! Acho muita incoerência sim, porém não condeno, só acredito que deve haver equilíbrio, o que tem faltado muito no meio “gospel” musical. Eu particularmente, me solto mais na adoração (com música), quando estou só com o Meu Senhor , no meu quarto, na minha cozinha, enfim… na minha casa, depende do momento! É muito pessoal. Agora o que se tem visto nas igrejas, principalmente nas neopentecostais, é este movimento que tende a imitar o que se vê nos shows de bandas seculares.

  20. Andrew, muitíssimo bom! Eu sou ministra de dança e é chatíssimo quando nos prendemos num só estilo de ministração ou expressão de louvor. Acho que o problema está na necessidade da condução nas nossas igrejas. A obrigatoriedade da liberdade é chata. Mas a falta de disposição na adoração é mais ainda. Quando o corpo depende totalmente da condução de um líder, ele fica sujeito a esses excessos. E quando não se compreende a diferença entre louvor e adoração, esses momentos ficam comprometidos.
    Mas amei o pensamento. Você é muito coerente, e expressa sua opinião de modo simples e direto. Gostei bastante! Paz.

  21. Explendido Andrew!!
    Amo música e desde que percebi esse dom e investi, sempre foi pensando em cantar das coisas de Deus e já passei por várias fases!
    Entendo hoje que a música pode ser benção, assim como maldição, porquanto podemos conduzir a massa a não mais refletir no que se canta, ensinando assim, inverdades que podem atrapalhar nossa caminhada cristã.
    Lamento o atual cenário da chamada “música gospel” que virou até designação pra estilo musical. Existe agora o “estilo gospel”.
    Parabéns pela sobriedade desse espaço e gostaria de fechar com a paráfrase (paráfrase pois não lembro as exatas palavras) do Rev. Augustus Nicodemus, sobre o cenário musical evangélico atual:
    “Nunca se cantou tanto, se dançou tanto, mas nunca se leu tão pouco de Bíblia…”
    Em outra parte li: “Os cantores gospel estão ‘doutrinando’ o povo de Deus com letras imprecisas e não bíblicas”.

    Abraço


  22. Nessa hora eu estou no canto de pé agarrando o encosto da cadeira ou banco da frente. Geralmente fico bem tenso nesse tipo de ambiente. O volume é alto e eu não gosto. Depois de um tempo já tem gente olhando esquisito para mim como se eu fosse um E.T.. Aí, para piorar, o dirigente manda algo do tipo: “Você aí que está parado, calado e triste, não deixe esse sentimento tomar conta do seu coração e lhe roubar a chance de louvar! Então pule e seja feliz!”

    kkkkkkkkkk desculpe, mas não tem como não rir, fico imaginando a cena!


    Eu quero muito ser livre para adorar a Deus. Quero me ver livre do meu pecado, do barulho que habita em mim. Quero que Deus me livre do grito da carne que insiste em me levar para longe dele. Quero ser livre para me aquietar perante o Pai e dizer: “Agora é o Senhor que vai falar e eu que vou ouvir, somente.”

    Essa é a nossa luta diária. Todos os dias temos que “sufocar” a carne que grita. Não é fácil, principalmente no mundo em que vivemos, onde quase tudo é um tipo de apelo para que vc venha pecar, se distanciar de Deus…em fim.

    Abç

  23. Gostei muito mesmo estava começando a achar que o problema era eu, o que mais me preocupa é saber que tantas pessoas se afastam do evangelho por causa disso.e o inimigo bem sabe disso e parece que vem investindo nisso entre os evangélicos. E ninguém se da conta e vejo um querendo se aparecer mais que o outro.

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