Pode ter grupo de dança na igreja?

Evito ao máximo assuntos que possam levar a discussões sem objetivo e causar mágoas e contendas entre irmãos. Porém, também sinto que às vezes é necessário trazer tópicos que nos são por demais habituais de volta para um entendimento bíblico. Por isso, hoje quero tratar do assunto da dança nas igrejas, mais especificamente, dos ministérios de dança. Sei que é um assunto delicado e farei meu melhor para abordá-lo da maneira mais gentil e respeitosa possível.

Desde já, deixarei o seguinte recado: qualquer comentário ou uso desse texto que eu encontrar com um tom de deboche será apagado e denunciado por mim. Por mais que meu senso de humor às vezes me faça pecar, não quero nunca que um assunto sério seja tratado de maneira debochada, pois esse tom não é certo para um cristão.

hot partyHoje em dia, o “ministério de dança” se tornou quase que uma regra dentro das igrejas. No meio do louvor ou no ofertório, um grupo de pessoas (quase sempre restritas ao sexo feminino) apresenta ou ministra um número de dança à congregação. A primeira pergunta é: existe base bíblica para a dança? A resposta é sim, existe, mais frequentemente no antigo testamento. Porém, ela não aparece como parte da liturgia de um culto normal. Após analisar as passagens de Êxodo, 1 e 2 Samuel, Jeremias, Salmos e mais algumas que se referem á dança, não enxerguei em nenhuma delas o aspecto coletivo da dança dentro de uma congregação. Há o exemplo de Miriã em Êxodo 15.20 onde a profetisa pega seu tamborim e um grupo de mulheres a segue em sua dança. Porém, ela não convocou as mulheres para tanto. Estas a seguiram de livre e espontânea vontade. Segundo, não era um culto. O que encontrei de comum às diversas passagens é a associação da dança com alegria, tal qual vemos no Salmo 30.11, que diz:

Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria…

A dança é uma expressão necessariamente alegre, sem dúvida. Não é normal vermos uma pessoa triste dançando. Ao considerarmos as outras passagens de Salmos que tem uma conotação de convocação ao louvor (como, por exemplo, Sl 149.3), vemos que essas ordens são dadas a todos. Não há restrição da ordem a um grupo, a um ministério somente. Ou seja, todos devem se alegrar na presença de Deus, no louvor a Ele. Há também a menção de adufes e tamborins. Bem, imagina a congregação inteira tocando tamborim. Não ia ficar legal, ainda mas que há alguns queridos irmãos, cujas vidas é motivo de graças a Deus, que não têm coordenação motora ou senso rítmico para tanto. (Não quis ofender ninguém com isso, é uma mera constatação.) Outro detalhe a ser considerado quanto a esses textos é a cultura judaica. Alguém já viu algum filme ou alguma cena de uma família judaica, de um casamento talvez, até nos dias de hoje? Todo mundo dança! Eu particularmente a considero uma tradição belíssima! Não sei explicar, mas eu pessoalmente gosto dos “antigos valores de família” que atravessam gerações. A família inteira se reúne numa expressão coletiva de uma alegria compartilhada. Fantástico!

Há quem argumente: “Mas se for assim, então também não há base bíblica para os músicos, pois eles tocam sozinhos e não juntos com todo mundo.” Isso faz sentido, até certo ponto. Não sei como é na sua igreja, mas quando um músico decide tocar por conta própria a ponto de atrapalhar todo mundo (seja uma guitarra solando descontroladamente ou um baterista que só tem dois volumes: tocando ou não tocando), o normal é que ele seja afastado do cargo até que possa se comportar melhor.

Ou seja, dança é bom, sim, mas individualmente. Quer dançar? Quer expressar a sua alegria? Glórias a Deus por isso! Eu o encorajo a fazer isso, sem dúvida. Contanto que você não constranja ninguém com a sua dança, dance e seja feliz! Mas ao considerarmos o culto, a liturgia de uma igreja e o aspecto comunitário dele, devemos levar em conta o próximo. Não se pode assumir que “Eu não posso limitar a ação do Espírito”, pois o Espírito não se contraria. Ele não promove a desordem. Se o Espírito Santo agisse de maneira irracional e estritamente emocional, por que então que Paulo fala de um culto racional a Deus? Em 1 Coríntios 14, ao falar sobre os dons espirituais, o apóstolo faz questão de ressaltar o entendimento como parte necessária do culto.

Outra questão é, quando um grupo de dança se apresenta, o que o resto da igreja faz? A igreja pode louvar junto com o grupo de dança? A não ser que ela saiba a música e possa cantar junto, é difícil, ainda mais que as músicas conhecidas e tocadas durante a apresentação geralmente estão remixadas. Ou seja, perde-se um aspecto coletivo do louvor. Quando os músicos tocam, eles acrescentam algo ao louvor de todos. A música acompanha a congregação. As duas coisas se complementam e todos participam. Mas na dança, a coisa empaca. Quem dança pode até estar louvando, sinceramente, mas quem não dança… dançou. Fica como mero espectador, o que leva a outra questão muito importante e delicada.

Sim, Deus vê o coração e o aceita. Mas o homem vê apenas o que os olhos o permitem ver. E aqui é importante ressaltar o seguinte, estou me referindo ao homem do sexo masculino, e não o homem como humanidade. As meninas precisam entender algo sobre como Deus fez o homem. Nós somos atraídos pelo que vemos. Isso é algo que não entra na cabeça das mulheres porque elas dificilmente entenderão, elas não têm que lidar com isso. Não é algo racional. É um instinto biológico, algo da nossa formação física que nos faz assim. E não, não é uma questão restrita “àqueles que estão em pecado”. Eles podem até lutar ainda mais com isso do que os outros, mas por mais santo que seja, todo homem é atraído pela figura feminina. E aí entra o grupo de dança… Por mais que as roupas largas escondam as curvas, por mais que haja todo o cuidado para cobrir e evitar qualquer detalhe que possa criar um constrangimento, simplesmente não há como. Quando elas mexem para um lado, a roupa cola no corpo. Para o outro, novamente. A mera movimentação de lá para cá já é algo que atrai o homem, e não de maneira ilícita. Simplesmente fomos feitos assim. Então, como disse o Pr. Augustus Nicodemus num evento ao responder à questão da dança: “Vocês meninas têm que ter misericórdia dos homens.” Quando estamos no período de louvor e há o grupo de dança ali na frente, elas vão chamar atenção. Por mais compenetrado que estejamos, aquilo vai distrair nós homens e vai interferir no culto a Deus. Eu, pessoalmente, quando visito uma igreja onde há dança, tenho enorme dificuldade em cantar olhando para frente. Daí cantam uma música cuja letra eu não sei e não posso olhar para a projeção. Então fico olhando pro chão, orando apenas. E é muito chato.

Resumindo: podemos dançar dentro da igreja? Sim, podemos. Individualmente e de maneira discreta. Podemos ter grupo de dança? Eu creio que não. Não vejo base bíblica para isso e, além disso, é uma atividade que atenta contra a santidade dos irmãos na congregação. Não acho que uma igreja deva ter um grupo de dança.

Se você se sentiu ofendido por este texto, peço sincero perdão. Nunca foi e nunca será minha intenção querer afrontar alguém. Faço meu melhor para trazer esclarecimentos segundo o que entendo ser a visão bíblica do assunto. Se quiser comentar, argumentar ou simplesmente falar comigo da maneira que for, por favor deixe um comentário ou me ache no facebook para conversamos.

 

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73 comentários sobre “Pode ter grupo de dança na igreja?

  1. Penso que nao existe ministério de dança,na congregaçao,podemos louvar com gestos ,erguer as maos,todos envovidos pelo louvor que nos remete a Deus. FAzemos algumas coisas,em que a prioridade nao é louvar a Deus,devemos refletir sobre o que nos envolvemos,e sinceramente perceber o lugar que ele ocupa. Shalon.

    1. Oi Shenna,

      Obrigado pela pergunta! Eu pessoalmente não vejo como funciona, pelo seguinte. Quando pregamos usando o português, podemos atingir uma pessoa pois ela também fala português. Temos uma linguagem, um meio de comunicação entendida pelos dois lados que permite a transmissão e a recepção da mensagem. Creio que a dança tem uma linguagem própria, com suas técnicas e passos. Porém, a linguagem da dança não é comum a todos. Não sei se todos entenderiam a mensagem que a dança passa. Se ela for feita no contexto de um teatro, auxiliando na hora de pregar o Evangelho num evento evangelístico, aí acho que dá para encaixar sim. Mas confesso que tenho dificuldades de enxergar como que a dança pode contribuir para pregar. Como não há palavras, onde e como entra a mensagem bíblica?

      Espero ter ajudado. Qualquer coisa, vamos nos falando!

      Abraço,

      A

  2. Sou a favor de tudo o que é inclusivo na Igreja. Acho que seria melhor não ter um grupo de dança na igreja pois enquanto o grupo se apresenta a igreja vira expectadora… mas por esse critério fico pensando:

    E no solo de um cantor ?? Muitas vezes a igreja só ouve …

    E na pregação do pastor ?? Hoje o pastor fala e a igreja ouve quase estática… na igreja primitiva, os irmãos eram estimulados a perguntar… e a palavra era ministrada num tom de complemento mútuo onde 2 ou 3 profetas falavam… enfim houve mudanças nesse sentido tb.

    Penso que o melhor é não ter… mas o se houver discipulado à luz da Palavra a esses grupos, com oração, acompanhamento de perto, ministração da Palavra … enfim.. desta forma, penso que pessoas podem ser tocadas por Deus como já vi algumas vezes.

    1. Oi Fábio,

      Boas colocações. Concordo contigo. Não acho que um solo de cantor faça sentido durante o culto, da mesma maneira que a dança não me parece ser algo coletivo. Solo de guitarra, cantor, bateria, não entendo. Se for no ofertório, um momento em que parte da congregação está de pé levando as ofertas à frente, aí é outra história.

      Quanto à pregação do pastor… não sei se entendi a sua colocação. Uma coisa é a igreja ouvir de maneira estática passiva. Creio que a pregação deve ser ouvida de maneira ativa: caderninho e Bíblia na mão. No caso de uma eventual pergunta, anote e converse com o pastor depois do culto a fim de esclarecer. Creio que as perguntas durante a ministração da Palavra cabem mais no contexto de uma sala de aula de Escola Bíblica ou coisa do tipo.

      Eu não posso falar da sua experiência, pois eu não estava lá para ver. Mas confesso que tenho dificuldades de enxergar como que a dança pode passar a mensagem do Evangelho. Não estou dizendo que a minha incapacidade seja normativa. Eu só não consigo enxergar. Se houver algo que não estou entendendo, gostaria de saber para que eu possa me corrigir.

      Mais uma vez, obrigado pela contribuição! Qualquer dúvida, vamos nos falando!

      Abraço,

      A

  3. Oi Andrew!
    Confesso que ainda não tenho uma opinião formada sobre esse assunto, Prometo que coloco aqui quando tiver.
    Obrigada pela contribuição e pela ajuda.
    Fica na paz! =D

  4. Graca e paz!! Fiquei pensativa nao havia pensado por este lado. Mas ja vivenciei varias experiencias atraves da danca; qnts ja vieram falar q foram tocados durante a ministracao de danca, qts ja retornaram aos caminhos do pai depois de ver uma ministracao, um paralitico qnd viu uma duto da musica cura-mhe chorou q nem uma crianca e disse q entendeu o pq havia sofrido akele acidente… sao tantas experiencias.durante um evangelismo muitas das vezes os jovens prestam atencao na danca e ai ele pemite ouvir a musica,e entende e logo desaba como uma crianca….sera entao q devemos para ja q nao ha base pra haver grupos?

    1. Oi Aline,

      Obrigado pela contribuição! Quanto às suas experiências, não posso dizer nada sobre elas pois não as vivenciei. Deus pode usar uma dança? Claro que pode. Ele pode usar o que quiser para falar com alguém. Mas a minha pergunta é: foi a dança ou foi a música usada que mexeu com a pessoa? Por onde veio a mensagem? Pelo que ela viu ou pelo que ela viu? Afinal, a fé vem pelo ouvir (Rm 10.17). A dança pode fazer com que a pessoa pare e assista. Ao parar, ela ouve a música. Mas será que qualquer um consegue entender a linguagem da dança? Para um dançarino com treinamento, será óbvio. Mas o leigo tem a mesma impressão?

      Seja para evangelismo ou o que for, creio que os riscos potenciais citados acima funcionam da mesma forma. Se há uma maneira correta de se dançar, eu ainda não a vi. Eu, pessoalmente, ainda tenho reservas quanto à dança.

      Espero que tenha ajudado de alguma forma. Vamos nos falando!

      Abraço,

      A

      1. Pelo que entendi Andrew a Aline mencionou a dança como parte de um todo, não a dança em si, isoladamente, mas como o chamariz visual para uma mensagem cantada ou interpretada, como no caso da combinação teatral que você mencionou antes.

      2. Também acho válida a ministração nesse contexto, como parte de uma atuação cênica ou de uma mensagem maior para atrair atenção. E sobre a questão das “atrações” envolvidas acredito que culturalmente o tipo de dança que é utilizada com a finalidade de sedução no Brasil é bem diferente do estilo da dança “ministerial”, logo não causariam uma associação direta à sedução (aos meus olhos pelo menos). Graça e Paz!

  5. Concordo completamente, já tinha essa visão, por também analisar e perceber que não há relatos de que no Culto alguém dançou, ou que há relação nesses textos com dança no Culto.

  6. Bom dia Andrew. Em minha igreja não temos ministério de dança, mas eu penso que muitas coisas que fazemos na igreja (templo) não tem base bíblica, mas estas coisas em si mesmas não constituem desobediência a palavra, e sei que não foi essa a sua ênfase no texto, contudo, quando penso na questão do homem e sua dificuldade com o olhar, neste contexto que você se referiu, você não acha que a forma como as mulheres se vestem, mesmo quando não estão lá na frente dançando desperta os olhares dos homens? Será que tudo que fazemos na igreja tem que ter “base bíblica”? Por favor, essa é só uma dúvida, e não uma afirmação. Grande abraço Andrew.

    1. Boa tarde Sergio,

      Obrigado pela contribuição!

      E sim, concordo com você. Não é apenas a roupa que se usa numa dança que pode causar constrangimento aos homens. Aliás, ouso dizer que algumas das roupas usadas nas danças são até mais comportadas do que aquelas que vemos nos corredores e na congregação. Há vários blogs e livros que falam dessa questão bem melhor que eu. Creio que realmente, há mulheres hoje em dia que não sabem se vestir, até dentro da igreja. Ouso afirmar que (e isso não é uma generalização absoluta a todas as mulheres que se vestem assim) algumas delas nem convertidas são. Mas, cada caso é um caso. Cabe ao pastor da igreja cuidar do rebanho local.

      Quanto à base bíblica para tudo que se faz, fazemos nosso melhor para buscar a base bíblica e também histórica. Há elementos históricos e não-bíblicos que compõem nosso culto hoje mas que não ferem a comunhão. Aliado ao fato de não ter base bíblica, ainda acho que dança muito arriscada, como falei acima. O interessante é observar que o fator da dança é um hábito relativamente recente. Ela surgiu mais ou menos junto com os DVDs da Lagoinha. Antes disso, a dança era praticamente repudiada em muitas igrejas. Mas, com os exemplos vistos, foi crescendo. Ao conversar com uma amiga que já fez parte de um grupo de dança, ela me relatou da fogueira de vaidades que é o grupo. Quando uma menina é colocada para dançar na fileira de trás, ela fica com raiva, pois queria aparecer na frente. Sem contar a mãe que também queria que a filha estivesse na frente. Não são palavras minhas, isso me foi relatado por uma pessoa muito querida que viveu isso de perto.

      No mais, vamos nos falando!

      Abraço,

      A

  7. Andrew, entendo o seu pensamento apesar de não concordar. Espero que algum dia você tenha uma filha que adore de maneira plena a Deus dançando ao Senhor. Então, depois volte a estudar sobre a dança de maneira imparcial. Sabe que digo isso não com revolta,mas sim com o respeito e amizade que sempre tivemos. Deus te abencoe. Um grandr abraço. BRUNA

    1. Oi Bruna,

      Obrigado por comentar!

      Quanto à minha parcialidade… fiz meu melhor para relatar os textos imparcialmente. Os textos realmente não relatam um contexto de culto nos quais as danças foram mencionadas. Aliás, houve dois, mas eram citados como cultos a outros deuses. Mas, gostaria sinceramente que você me mostrasse qual seria a outra leitura dessas passagens, outras interpretações. Não quero fazer a coisa errada, e se eu estiver, por favor me corrija no que falei. Minha pergunta é: se eu tivesse concordado com você, você ainda teria me pedido para ser imparcial? Outra pergunta: se devo ser imparcial, por que que ter uma filha que gosta de dançar (e não um filho) seria a solução par me fazer mudar de ideia? Homens não poderiam dançar também? E mesmo que eu tenha uma filha, eu a encorajarei a se alegrar e, se quiser, dançar também na adoração, mas de maneira discreta e, se possível, fora do culto.

      Uma conotação da sua pergunta que me incomodou… “ter uma filha que adore de maneira plena a Deus dançando”. Quem não dança não adora de maneira plena? Só o grupo de dança que faz isso?

      Digo isso com o maior respeito e carinho, mas sinceramente curioso quanto às suas colocações. Vamos nos falando!

      Abraço,

      A

  8. Andrew, sempre tive uma certa dúvida a respeito disso e de fato deve se levar em consideração que você disse. Deve haver danças na igreja mas não um grupo ou ministério de dança. É um assunto meio que delicado para as pessoas que praticam ou participam de um ministério entender realmente mas gostei da tua abordagem sobre o assunto.

  9. Respeito sua opinião, mas discordo dela em alguns pontos. A dança, tem respaldo bíblico como instrumento de manifestação de louvor a Deus e alegria. Da mesma forma que deva haver pessoas capacitadas musicalmente para serem facilitadores do louvor congregacional e, muito bem colocado por você, não pode ser qualquer um, creio que deva haver uma organização (grupo ou ministério) para coordenar o desejo que algumas pessoas tem de manifestar seu louvor no culto através da dança, da expressão de seus corpos. É certo e natural que as pessoas que têm talento para a dança, queiram adorar a Deus dessa forma. Então, pq não organizar isso através de um grupo? Vc mesmo citou que as danças são expressão de alegria, então te pergunto: porque negá-las o direito de expressar sua alegria e gratidão a Deus durante o período de Louvor?

    Também achei um pouco forçado apelar para a sensualidade na dança. Claro que há pessoas doentes nesse sentido. Levando isso em consideração, deveríamos adotar o roupão ou limitar o uso de certas roupas na igreja, pois estando lá na frente ou não, qualquer lugar que tenha uma roupa mais curta vai chamar a atenção dessas pessoas. Logo o problema não é localizado, mas generalizado. Até pq as roupas hoje em dia são muuuuuuito mais atrativas que as do grupo de dança.

    Resumindo: Há base bíblica para dança. Não há base para formação de um ministério. Entretanto, levando a passagem que você citou de Paulo e outras considerações suas, a organização de um grupo (com nome de ministério ou não) apenas favorecerá a ordem no culto para que essas pessoas que possuam o talento para a dança possam expressar sua alegria e seu louvor a Deus. Isso é o que creio.

    Fika na paz.

    1. Oi Marcel,

      Obrigado pelas suas colocações e a educação usada!

      Como eu disse no texto, há sim base bíblica para dança justamente como expressão de alegria. Nisso concordamos. E eu não disse que devemos negar o direito de alguém dançar. Penso apenas que, devido aos riscos que oferece ao resto da congregação, devemos restringir um pouco para não escandalizar o irmão de fé fraca (tal qual diz Paulo em Rm 14). Se alguém quer dançar e externar a sua alegria, ótimo! Se quiserem se organizar para tanto, ok, até vejo o lado bom. Mas qual é a necessidade dessas pessoas estarem na frente da congregação? Se elas querem expressar algo pessoal diretamente a Deus e não ao grupo, não poderia ser no fundo do santuário onde não atrapalharia a visão da congregação? O louvor se torna melhor ou pior pela localização dentro do santuário. Deixe eu apenas acrescentar o seguinte detalhe: na minha igreja, os instrumentos ficam o mais afastado do púlpito possível. Fazemos nosso melhor para nos escondermos a fim de não tirar o foco do púlpito e da mesa da ceia, assim como a tela de projeção.

      Muito bem colocado quanto às roupas. Concordo em gênero e grau. Creio que há pessoas que precisam urgentemente de uma orientação quanto ao seu guarda roupas. Se dependesse de mim, eu ficaria na porta barrando a entrada de algumas (hehehehe… mas sei que posso ser exagerado). Mas a generalização do erro não torna o fator potencialmente apelativo da dança menor.

      A paz!

      Abraço,

      A

  10. Graça e paz Andrew, boa tarde.

    Realmente sempre fico sem jeito quando um grupo de dança (na minha igreja denominamos grupo de gesto) se “apresenta”, principalmente quando conheço a letra do hino. E sinceramente não sei se sou edificado ou se apenas acho bonito. Vejo que a intenção é boa, pelo fato de envolver pessoas, que são trabalhadas (gera comunhão) e serve para atrair jovens. Ai percebo que o objetivo do grupo é de atingir pelo menos três esferas: Deus, com sua adoração; a igreja, levando-a a adorar e; o próprio grupo pela satisfação de estar-se oferecendo algo a Deus. O problema é que a segunda esfera não é totalmente atingida e por cima mexe com a santidade dessa parcela, não levando-a a adorar, mas levando à prova e, portanto, não atingindo completamente o objetivo. Outro ponto a se pensar é o fato de autodenominarem “ministério de dança”. Existem ministérios de louvor e outros ministérios. Realmente é um ministério pelo fato da intenção ser de servir? O que seria um ministério?

    Abração, fica na paz de Cristo!

    1. Oi Márcio,

      É, tenho essa mesma dúvida. Não sei bem o que caracteriza um ministério, qualquer que seja. Creio que se refere ao chamado ministerial, de se exercer uma função na qual ministramos ao povo de alguma maneira. Daí, o chamado ao ministério pastoral, o infantil para os que ensinam as crianças, os dirigentes ou ministros de louvor.

      Esse detalhe que você mencionou da segunda esfera é justamente o que “pega” para mim. Falo por mim e por outros com quem já conversei: eu não sou levado a adorar por uma dança, sinceramente. Uma dúvida que tenho também é a seguinte: os músicos estudam para se aperfeiçoarem, estudam músicas. Quantos integrantes do grupo de dança já fizeram um curso ou aprenderam mesmo como dançar? Outro detalhe, e esse relato não é meu, mas de uma pessoa querida que fez parte de um grupo de dança: é uma fogueira de vaidades. Quando alguém tem que ficar na fileira de trás na hora da apresentação e não gosta, ela faz uma birra que só. Boatos, fofoca, cara feia. Enfim… isso acontece em qualquer grupo, imagino.

      Obrigado pela sua participação! Qualquer dúvida, vamos nos falando!

      Abraço,

      A

  11. Olá Andrew,
    Obrigado pelas informações.
    Creio o ministério de dança deva existir para atuar em datas especiais, eventos, reuniões, festas, etc. Durante o culto concordo com o já expostos.
    Tenho certeza que as participantes fazem com amor e com entrega, mas tira o foco do momento, visto que não podemos acompanhar como fazermos no louvor.
    A Paz !

  12. É DE DEUS!!!!! tudo que está dito no texto….sempre comentei com alguns irmãos….mas ,passei por antiquáda….uma vez até postei ; que não se deve transformar o altar de Deus em palco ;e falei também…sobre sensualidade ;[ os movimentos]…mas…..estou leve com com o que acabei de ler….Deus é MARAVILHOSO!!!!!!DEUS OS ABENÇOE!!!!

  13. Olá Andrew… Mas então, todas as colocações que vc fez a respeito da dança cabem também ao teatral. Isto pq até no teatral, há mulheres encenando prostitutas, viciadas, com roupas (por mais que se tenha o cuidado com isso) mundanas… e as pessoas são expectadoras. Concordo com vc em alguns aspectos e em outros, não. Sei q tudo o q vc falou a respeito tem nexo, mas existem apresentações de grupos de dança extremamente profissionais, ligados ao ballet, por exemplo, e nos inspiram para a arte. E a dança assim como a música, é uma arte.
    Acho q dançar simplesmente não traz mensagem alguma, mas a dança com intuito de teatro, foi uma maneira de aperfeiçoar a dança, para chegar a excelência (e mesmo que em sua visão não seja isso que ocorra, foi por este motivo que se criaram os grupos de dança).
    Tb há menções no A.T. do louvor, mas não era destinado a um grupo (como nos dias de hj, o Ministério de Louvor), mas a td congregação.
    Por favor, perdoe-me se estiver sendo ignorante no assunto, mas gostaria que vc me esclarecesse a respeito do que falei. Obrigada.

    1. Oi Daiane,

      Muito boas as suas colocações. Eu só não diria que todas as minhas colocações cabem ao teatro porque o teatro geralmente não ocorre paralelamente ao louvor. Há uma espaço destinado para isso. E acho que com teatro na igreja devemos ter MUITO cuidado. Se há uma prostituta na peça, tem que ter muito cuidado na roupa. Eu iria até ao extremo de evitar peças com personagens desse tipo. Mas isso é coisa minha.

      Não discordo sobre o fato da dança ser uma arte. Ela certamente o é, assim como pintura ou escultura. Mas, convenhamos que seria estranho você estar louvando e ter uma pessoa ali do lado do pastor esculpindo durante o louvor. Há um contexto para cada manifestação artística, sim. Mas não creio que o templo seja o lugar para toda e qualquer uma delas. E como você mesma disse, o dançar não traz mensagem alguma. Eu penso assim também.

      Não sei de quais menções você está falando sobre louvor. Todos devem louvar, certamente. Mas, por exemplo, não é qualquer um que deve tocar um instrumento ou até dirigir louvor. Tais funções devem ser exercidas por pessoas que tenham habilidades técnicas para isso, mas mais ainda, pessoas preparadas espiritualmente para isso. Não é qualquer um que pode simplesmente ficar em pé na frente de todos. É uma posição que tem toda uma série de cuidados a preparo. Com o grupo (ou ministério, se quiser chamar assim) de louvor, eles tocam para acompanhar a congregação. Se a música for tocada direito, as duas coisas se complementam. A não ser que a banda esteja firulando demais ou o som esteja alto, eu consigo louvar sem que a música me distraia.

      Espero ter ajudado. Qualquer dúvida, vamos continuar nos falando! Obrigado pela sua conribuição.

      Abraço,

      A

  14. Ah, deixando claro tb, q sou contra a apresentação da dança no período do louvor, pq acho algo tão belo (aquelas feitas com descência e excelência) q realmente tirarão o foco daquele momento.

  15. Andrew,

    Gostei de suas ponderações. Embora eu não dance (no culto ou fora dele), sou um apreciador dessa arte. Portanto, não sou contra dança em si, mas contrário às chamadas coreografias nos cultos. Se faltasse outro motivo, bastaria o fato de que o mesmo nunca foi, nos tempos bíblicos, um elemento do culto congregacional.

    Pessoalmente, fico muito constrangido quando o culto é interrompido (é assim que eu vejo), para uma apresentação de dança. Via de regra fecho os olhos e me mantenho em oração.

    Em Cristo,

    Clóvis

    1. Oi Clóvis,

      Concordo contigo! A dança em si não é problema para mim, de maneira alguma. Mesmo sem entender praticamente nada de dança, ao ver um ballet profissional, é impossível não ser impressionado pela perícia e o espetáculo que é. Mas, como você mesmo disse, é na interrupção do culto para a apresentação de dança que vejo um problema.

      Obrigado pelo comentário!

      Abraço,

      A

  16. Eu não gosto nem um pouco da dança nos louvores. Já me constrangi muito, e olha que sou mulher, ao ver meninas se expondo dessa forma tão desnecessária na minha opinião, me refiro as roupas e aos movimentos tbm. Não quis ofender ninguém, é o que eu acho.

  17. O grupo de dança, ao meu ver, é apresentado pelas igrejas como uma forma de entretenimento. Eu entendo que igreja não é lugar de entretenimento e o contexto grupo de dança foge completamente a liturgia. Quando estamos em meio ao louvor estamos com as mão levantadas e nossos olhos fechados adorando a Deus, alguém nesse momento fica olhando pro grupo de dança?

    1. Fala Victor!

      Tem esse aspecto também, né? Não quero generalizar e dizer que todos que dançam dó querem entretenimento. Não deixo de reconhecer que haja gente que o faça com a genuína intenção de expressar alegria (tal qual mencionado em Salmos). Mas querer incorporar isso à liturgia como um todo, sabendo do potencial que tem para atrapalhar aqueles que estão louvando… aí que pega.

      Quanto à questão “visual”, me pergunto o seguinte: se um grupo de dança se apresentar numa congregação de cegos, Deus ainda será louvado? Imagino que responderiam que sim, pois é Deus que vê a adoração, e não o homem. Tendo dito isso, o grupo que gota de se expressar por meio da dança não poderia fazê-lo atrás da congregação?

      Obrigado pelo comentário!

      Abraço,

      A

  18. Acho que esse assunto é altamente espiritual, sendo certo ou errado cada um vai prestar isso á Deus, agora fica difícil acreditar que um ministério levantado pelo Senhor não seja certo, acredito sim que existem grupos que não tem a motivação certa e acabam errando naquilo que estão fazendo, agora se buscamos no Senhor os movimentos, como podemos duvidar se a pessoa foi abençoada através do louvor ou da ministração? Acredito que os movimentos, o louvor, a ministração, se completam, pois Deus age de várias formas. Posso te contar um testemunho de um ministério?! Eles foram para uma praça evangelizar com danças e não tinha ninguém e mesmo assim eles começaram a ministrar (porque assim foram conduzidos pelo Espirito santo de Deus) e ficaram até o final fazendo tudo aquilo que foram ali pra fazer. No Final, um homem chegou até eles e se expressando com gestos se ajoelhou e pediu que orassem por ele. A mensagem foi pregada através da coreografia, porque o homem que aceitou a Jesus, era surdo! então o que falar disso?, como explicar ?
    Acredito eu que não tem como dizer que seria pela letra da música, e sim por tudo ali que ele viu e sentiu através do que viu ( a presença de Deus estava ali, havia unção), Deus usa e fala através de gestos. se não fosse assim o que seria dos que não ouvem?!
    Deus nos dá dons para que possamos ser estratégicos e falar do seu amor!
    As vezes perdemos muito tempo polemizando muitas coisas, esquecendo que devemos é pregar o evangelho com aquilo que Deus colocou em nossas mãos.
    Sei sim que assim como no ministério de dança, e em todos os outros ministérios, existem pessoas que não estão ali com a intenção certa (repito), e acabam se comportando de maneira vulgar e errada, por isso eu acho que em tudo que colocarmos as mãos pra fazer temos que fazer com a direção de Deus.

    Quanto as ministrações nas igrejas, tudo tem um propósito, e não existem só ministrações no louvor e sim em outras ocasiões, logo, direcionadas por Deus, Assim, é ministrado aos corações de acordo com a necessidade de cada um, (pois Deus conhece nossos corações, sabe o que precisamos e pra quando precisamos) podendo trazer assim uma palavra de cura, libertação, alegria, celebração, arrependimento, avivamento…
    Quanto as roupas, os gestos devemos buscar em Deus, para que não seja pedra de tropeço na vida dos irmãos e irmãs, para que o propósito ali seja cumprido. (Ah! e também usar do bom senso, se não houver, é só pedir a Deus, pois ele é bondoso, cuidadoso, com certeza dará).

    Nós temos experiências com aquilo que estamos abertos pra ter.

    Irmão, muitos homens e mulheres de Deus foram levantados para ministrar com danças e levar a palavra através dela, não vamos colocar em dúvida esse chamado que Deus tem para as pessoas que receberam com tanto amor essa obra, e que vem alcançando os corações que necessitam do Deus que servimos!

    O que falar?? Deus age de várias formas, da forma que ele quiser, no momento que ele quiser, ele é poderoso, e isso basta!

    O que devemos fazer é nos unir, porque enquanto levantamos essas questões, existem pessoas lá fora morrendo sem conhecer o Deus de amor.

    Gostaria que soubesse que estou aqui colocando minha forma de ver, mas com repeito a todas as opiniões!

    1. Oi Camila,

      Obrigado pela sua contribuição.

      Tudo que você colocou aqui não deixa muito espaço para ser argumentado. As experiências são pessoais e não posso posso falar a respeito de algo que não vi. Minha pergunta é: se esse ministério é algo realmente levantado pelo Senhor, então por que que tem tanta gente que tem dificuldades com a dança? Por que há tantos pastores, homens que gastam tempo com a Palavra e com oração, que não reconhecem o valor da dança? Não são poucos. Se Deus tivesse levantado isso, acho que haveria maior consenso.

      Suas afirmações sobre o Espírito Santo… Verdade, quando Deus quer agir, Ele o faz da forma que quiser e não nos cabe entender isso. Porém, sob essa ótica, muita coisa pode ser abonada “em nome do Espírito”. Deus se revelou de maneira racional por meio da sua Palavra, então há como entender, na maioria das vezes. Deus não nos daria uma capacidade racional apenas para subvertê-la e agir sempre nos confundindo.

      Entendo suas colocações, mas eu não as compreendo pois eu não tive as suas experiências. O que tenho é aquilo que vejo na Bíblia e o que observei (que foi justamente o que escrevi acima). Como você não abordou nenhuma das duas questões, fica difícil estabelecer um campo comum para discutirmos de modo saudável. Eu tentei me pautar pelo que é comum a todos, mas os seus argumentos são exceções com as quais não sei como dialogar.

      Mais uma vez, não quero afrontar nem nada. Só quero tentar compreender os hábitos e costumes que têm se tornado tão comuns à nossa igreja.

      Abraço,

      A

  19. Essa é a maneira como eu vejo, e claro você não pode responder de acordo com experiências que você não teve. Isso já está claro pois para todas as pessoas que escreveram acima de experiência que tiveram, a sua resposta foi a mesma e você se mostrou indiferente as experiências. Da mesma maneira digo que eu não posso responder e dizer o mesmo que você. Antes sua dúvida era se a pessoa era realmente tocada pelos gestos ou pela letra, e agora sua dúvida já mudou, mediante ao testemunho que te contei.
    Não consigo compreender se esse assunto foi levantado realmente pelo que está escrito na Bíblia, com intensão de abençoar e acrescentar na igreja de Cristo, ou se foi só para levantar questões sem finalidade alguma.
    E quanto a sua maneira de se expressar se referindo a um ministério com a palavra ” ISSO” eu discordo plenamente, você foi “infeliz” nesta colocação.
    No mais peço realmente á Deus que se estes ministérios não foram levantados por Ele, que Ele possa se revelar, para que não haja confusão no meio de nós!

    Gostaria que soubesse que estou aqui me expressando de maneira saudável, e sem afrontar ninguém.

    Deus continue nos abençoando!

    1. Na tentativa de não pessoalizar o argumento, fiz questão de buscar os exemplos bíblicos, o texto que é comum a todos os cristãos. Me mostro indiferente às experiências pois não se pode criar uma regra de fé a partir de eventos isolados. Por isso devemos recorrer à Palavra revelada para melhor entender como que cada um desses acontecimentos pode ser submetido à nossa fonte de todo saber. Minha dúvida não mudou, ainda questiono os gestos, se não já teria retirado o texto do blog ou no mínimo assumido meu erro.

      Levantei o assunto pois há muitas pessoas que brigam com seus pastores ou reclamam que a igreja é “fraca e sem poder” por várias razões, entre elas o ter ou não ter grupo de dança. Em geral, fico incomodado quando pessoas se preocupam mais com os modelos de louvor e não com os princípios. Ainda não encontrei base bíblica para a dança organizada e estou aberto para outras interpretações do texto. Porém, nenhum comentário até agora abordou os textos que citei ou a questão da sensualidade diretamente.

      Quanto ao “isso”, foi uma mera questão de redação. O uso da palavra foi apenas um recurso da língua para não ser repetitivo e usar sempre “ministério”.

      Abraço,

      A

  20. Falando de base bíblica, Andrew…. Aonde está tal base para o louvor ”organizado”, ou até mesmo para o teatro? Tais modelos de louvor e teatro que utilizamos em nossas igrejas não são coisas criadas por homens para a organização dos ministérios? Não seria a dança tb algo assim?
    Creio que a dança cause mais polêmicas como vc mesmo disse acima, com muitas discussões, pq é algo beeeem mais contemporâneo. Assim como a música que cantamos hoje, com as mixagens, ritmos mais dançantes, tb criaram polêmica quando inseridas em nosso meio. O q vc acha sobre isso?
    Abraços.

    1. Oi Daiane,

      Obrigado pela pergunta!

      Em 1 Crônicas 6.31,32 temos o seguinte:

      Estes são os homens a quem Davi encarregou de dirigir os cânticos no templo do Senhor depois que a arca foi levada para lá.
      Eles ministravam o louvor diante do tabernáculo, da Tenda do Encontro, até quando Salomão construiu o templo do Senhor em Jerusalém. Eles exerciam suas funções de acordo com as normas estabelecidas.

      Vemos que Davi escolheu pessoas específicas para esta função de acordo com normas estabelecidas. Logo, é uma menção de um grupo organizado encarregado da música no templo. Numa outra tradução (essa aí é NVI), usam até a palavra “ministério” para descrever o grupo dos músicos. No caso do teatro, realmente, não há base bíblica. Mas eu nunca vi um grupo de teatro se apresentar simultaneamente ao louvor, como a dança. Não creio que o teatro tenha lugar dentro do culto. Como evangelismo, pode até ser. Mas não como parte da liturgia do culto. O teatro é tão contemporâneo quanto a dança, se não me engano.

      Quantos às músicas remixadas cantadas, meu critério é o seguinte: a música deve ter uma letra boa e a composição deve ser de fácil acompanhamento da congregação. Se a música for cheia de floreios e firulas num tom que apenas profissionais dão conta de cantar, então não serve para a congregação. Agora, ouvir músicas de temática cristã, fora da igreja, aí tudo bem. O que não podemos é comprometer o culto dentro do santuário, de forma que todos os participantes possam louvar juntos.

      Abraço,

      A

  21. Se o problema é a ministração da dança na hora do louvor, é só não fazer a ministração na hora do louvor, já vi em muitas igrejas a ministração compor junto com a pregação.

    Ex: O Pastor ia pregar sobre sobre avivamento e antes ou depois da pregação ter uma ministração de dança com uma canção que falava sobre avivamento, não necessariamente na hora do momento de louvor.. e sim depois, se é esse o problema é só não fazer, na minha igreja o ministério de dança não ministra no momento do louvor.

    Então como o teatro ministra no meio de um culto assim tb a Dança..então estão do mesmo lado os dois.

    Não existe ministração só no louvor!

    1. Oi Renata,

      Para mim a dança, em qualquer hora do culto, não faz sentido. Não encontro base bíblica para ela e não consigo ver como que ela acrescenta ao louvor. No caso citado, se a música fala sobre avivamento, por que não apresentar somente a música? Também não concordo com teatro no culto. Pode até acontecer numa cantata ou evento de evangelismo, mas no culto não.

      Sobre não existir ministração apenas no louvor, é necessário definir, primeiramente, o que seria uma ministração.

      Abraço,

      A

    2. Renata,

      Não creio que o problema esteja no quando. Seja durante o louvor, antes ou depois do sermão, não vejo necessidade nem proveito na dança durante o culto. O mesmo para o teatro.

      Em Cristo,

  22. Acontece que vocês já tem um olhar de repressão a ministração da dança, independente do momento, quanto ao cantar ao invés de dançar, se a pessoa não sabe cantar então ela não se expressa….se o desejo dela é se expressar através da dança, por que pra ela essa é uma forma de adorar á Deus, como os ministrantes de louvor, cada um com seu dom.

    Essa é a opinião de vocês, só escrevi mesmo pq vi o quanto martelam em cima de dança no momento do louvor, a verdade é que você não concorda com a dança em nenhum momento.
    Mas o meu coração está aberto para a adoração e já fui muito abençoada.

    Entendo sim que se você é um adorador, e adora á Deus através da dança, não faz diferença o lugar que adora, eu ministro á Deus com dança em casa também, quando estou no momento eu e Ele e é maravilhoso, uma vez li em um livro que : se você adora á Deus com danças na igreja mais nunca dançou sozinha ou sozinho em casa no momento com Deus, sua dança ainda não está com a motivação certa.

    Uma pergunta, então se a dança na igreja não agrada á Deus, então isso quer dizer que todas as igrejas do mundo que tem esse ministério estão pecando?

    Aguardo resposta,
    Abraço.

    1. Renata,

      Pecado é algo que nos afasta de Deus. Não, dançar não é pecado, não nos afasta de Deus propriamente. Mas também não creio que nos aproxime dEle, muito menos a congregação. Se alguém quer louvar com danças, que o faça em casa ou até na igreja, mas de forma discreta e cuidando para não escandalizar os irmãos conforme diz o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12-14. Por mais sincera que seja a expressão de adoração, a pessoa pode continuar sinceramente errada. Como, por exemplo, uma igreja neopentecostal: não tenho dúvidas de que há pessoas que genuinamente buscam a Deus. Elas só não pararam para estudar a Bíblia. Se contentam com ensinamentos que estão quase que completamente vazios biblicamente. Como cristãos, devemos nos pautar pela Bíblia, a Palavra revelada, aquilo que Deus nos deu para seguirmos. Não encontrando base bíblica, como isso se torna minha opinião?

      Abraço,

      A

    2. Renata,

      Talvez não seja o caso de nós partimos de uma atitude de repressão à dança na igreja, e sim de partirmos de uma compreensão do que seja o culto, no sentido bíblico. Uma questão que deveríamos fazer é: no culto cabem todas as formas de expressão ou apenas aqueles que Deus prescreveu ou exemplificou? Ou outra forma de dizer isso é: convém ao culto tudo o que Deus não proibiu ou apenas o que ele ordenou?

      Já disse que gosto de dança. E que não sou contra a igreja ter grupos de dança ou de teatro. Não faço distinção entre arte sacra e arte secular, tudo é arte e vem de Deus. E pessoalmente aprecio demais números de dança. Porém tudo tem sua hora e lugar. E creio que não sejam no culto. Porém, sou pentecostal e de forma alguma me escandalizaria se espontaneamente alguém “dançasse no Espírito” durante o culto (desde que isso não viesse atrapalhar a boa ordem do mesmo). Sou bem mais aberto a “moveres extraordinários” do Espírito Santo do que possa parecer. Minha firme posição, porém, é contra a introdução de novos elementos no culto, não previstos nas Escrituras.

      Espero, Renata, que ao discordar de você, eu não a esteja magoando. Não a considero menos crente que eu por causa disso e peço que o Espírito nos conduza a uma compreensão comum desse assunto. Pois não se trata do que eu ou você gostamos, mas de descobrir o que agrada a nosso Deus.

  23. OK, mas se na Bíblia não diz que nem é certo e também não diz que é errado, se pode ou não pode (ter), como vamos formalizar essa opinião? A Bíblia fala pra fazer tudo com decência e ordem(1 Coríntios 14:40), na bíblia não fala que existia ou que não existia um grupo que dançava, então por não mencionar, baseia-se que não é pra ter grupo de dança na igreja? é isso?

    Desculpe estar fazendo essas perguntas, por que não consigo entender dessa forma, como não foi mencionado ai não é certo?!…eu realmente gostaria de entender.

    Resposta ao Clóvis: Não está me magoando de forma alguma, nós, humanos, “somos indivíduos”, portanto, é normal que existam opiniões contrárias.

    Abraço.

  24. Andreww, blog supimpa, irmão!!!

    Embora pertinentes, faltou apenas uma consideração a ser feita: o inusitado da dança.

    Sou mulher e Rio por demais (por dentro, é óbvio que mordo a língua para não externar o riso) quando vejo essas gurias dançando… nonsense.

    Penso que tal ministerio está muito “fora do lugar” na igreja, ao menos do
    modo como geralmente é feito. Mas não sei não.

    Deixo pra lá , porque meu alvo e Cristo. Mas embora mulher, compartilho com você o sentimento de “deslocamento” quando essa hora começa.

  25. Concordo com o dito no comentário, Andrew.

    Na minha igreja existe o ministério de dança, da mesma maneira como existe o ministério de teatro. Porém, não vejo como algo edificante que o ministério de dança se apresente durante o louvor congregacional. Concordo plenamente com você quando diz que as músicas, os instrumentos, as vozes, tudo nesse período deve nos levar à adoração e comunhão com Deus, de uma maneira acessível a todos. Não sou contra a dança, eu mesma bato palmas e me movimento quando a música me envolve, porém creio que tudo deve ser feito dentro de um padrão de decência e ordem, como foi citado por Paulo e mostrado no texto por você.

    Eu também acredito que a Palavra possa ser pregada durante a dança, como foi mostrado em uma das experiências em um dos comentários, afinal, o texto bíblico fala que se os cristãos se calarem até as pedras clamarão. Porém deve-se atentar para as expressões dentro do culto propriamente dito.

    Creio que o dom da dança talvez possa ser comparado ao dom de falar em línguas em certo aspecto. É algo que serve à edificação própria, a não ser que haja alguém que o interprete.É algo que pode estabelecer uma comunicação da pessoa com Deus, mas individual; que ligue o seu espírito a Deus, mas que no meio do culto não faz sentido pois o restante da congregação não tem nada a ver com a comunhão pessoal do outro.

    Nota-se, várias pessoas falam em línguas, mas elas não se organizam para ficar falando no púlpito na frente de todos. Se expressam, durante o culto, mas no meio da congregação, ou em oração durante breves momentos, mas ninguém é obrigado a ouvir uma pregação totalmente falada em línguas estranhas ou um louvor cantado assim. Penso que da mesma forma a congregação não deva ser submetida a ter que contemplar algo que não a edifica como um todo.

    Obs.: Estabeleço esse comentário como mera comparação entre o dom de dança e o de línguas,mas não quero com isso ofender nenhum seguimento doutrinário de igrejas. Sou pentencostal e acredito nas manifestações do Espírito, e tendo o dom de línguas citado na Bíblia reconheço sua importância sobre o outro, só quis fazer uma mera comparação em um aspecto restrito.

    Vejo o ministério de dança como algo que deveria ser usado somente em apresentações especiais, que talvez ficasse até mais interessante se fosse agregado à própria peça de teatro para fazer ilustrações e dar riqueza à peça.

    Att.

    Talita.

  26. Por experiência própria acho melhor não ter. Muitas vezes num grupo de dança o ego fala mais alto, surgem brigas e o principal objetivo que seria dançar para Deus se perde. Ah! Nunca havia pensado sobre como os homens se sentem em relação a dança, como observadores…Muito bem colocada sua opinião!

  27. Oi Andrew,
    Você tem razão. Realmente há coisas que não estão em harmonia com a palavra e as vezes nem percebemos, e precisamos de pessoas que façam abrir os nossos olhos. =D
    Abraço,
    Fica na paz de Deus!

  28. Concordo!
    Mas a dança pode sim ser usada para evangelizar.
    Falantes em português podem evangelizar falantes em português.
    músicos tem mais intimidade para evangelizar músicos.
    profissionais ou simpatizantes á dança podem atrair pessoas que também seguem o mesmo perfil. Assim por diante.
    MAS REALMENTE “Sim, Deus vê o coração e o aceita. Mas o homem vê apenas o que os olhos o permitem ver.” A Dança deve ser usada somente em momentos realmente oportunos e estratégicos. Para a igreja acho que não pode ser colocado no mesmo nível de um louvor congregacional.

  29. Eu estou muito confusa…. Creio q Deus me deu um talento para dançar, então como adora-Lo? O grupo de dança da minha igreja passou por algumas mudanças e agora eu sou responsável e defini q não haveria mais “apresentações” durante o louvor pois é fato q dispersa a igreja, porém haveriam ministrações em um momento separado do culto a ser acordado com o pastor (com poucas pessoas, até 3 ) e nos eventos da igreja. Está errado?

  30. Ao ler todos os posts fiquei curiosa em relação a alguns termos usados por você. A 1ª foi na frase: “As experiências são pessoais e não posso falar a respeito de algo que não vi. ” é usada algumas vezes nas suas respostas pois um testemunho foi contado. Até onde sei testemunhar é edificante, faz diferença, renova a fé, é uma ordem de Deus. Ficou a impressão que qualquer testemunho que alguém contar aqui não vai ter valor pra você… (certo ou errado?) Creio que embasamento bíblico é essencial, mas testemunho também têm muito valor.

    Também não entendi o questionamento: “Foi a dança ou a música que tocou?” acredito que definir exatamente o que foi é perda de tempo (agente nunca vai saber!), o que importa é que um coração pode ser ministrado por um conjunto de ações realizadas com intuito de glorificar a Deus.

    E a última colocação que não entendi foi sobre se todos falam a linguagem da dança. Eu, por exemplo, não falo a linguagem de instrumentos, mas entendo e canto as letras das músicas, então os instrumentos para mim seriam desnecessários já que não compreendo sua linguagem. Claro que não! O todo me faz louvar a Deus. Do mesmo modo se houver dança, música e no final alguém do grupo, p.e, levar uma palavra, haverá louvor a Deus sem a obrigatoriedade de entender a linguagem da dança. É isso. Gostaria de saber seus comentários a respeito. Grata, =)

    1. Luciele,

      Não quero me prolongar demais nesse assunto pois creio que já falei tudo que eu poderia dizer. Sendo bem pontual quanto às suas dúvidas:

      Testemunhos – não questiono testemunhos. Minha observação é quanto ao caráter normativo deles. Não podemos criar normas a partir de eventos únicos. Por exemplo, não é porque Jesus curou um cego esfregando lama nos seus olhos que vou fazer o mesmo. Já que a Bíblia é a regra final de norma comum a todos os cristãos e nela não encontro referência a um grupo de dança em meio à liturgia do culto, eu questiono a dança no contexto do culto congregacional.

      Nos dois outros pontos, creio que posso resumir. A letra é cantada em português e você pode entender pois você também fala português. Se fosse um hino em mandarim, eu não entenderia (não sei se você fala mandarim ou não). Sobre os músicos, um guitarrista pode fazer um solo espetacular, mas chega e um nível onde apenas os guitarristas apreciam, pois só eles compartilham da linguagem da música. Leigos podem apreciar, mas não compreenderão plenamente tal qual outro guitarrista. Eu não sou dançarino e não entendo nada de dança. Não consigo enxergar ou compreender a linguagem da dança e como ela seria capaz de passar o Evangelho a mim. Os instrumentos auxiliam a letra cantada, dão uma base rítmica e melódica que acompanha e orienta o canto da congregação, então o papel da música soma ao louvor. No caso da dança, não há um elemento compartilhado com todos os indivíduos presentes.

      Espero ter respondido às suas perguntas. Mais uma vez, essa visão foi à que cheguei após meus estudos e impressões. Se você não quiser aceitá-la, está no seu pleno direito de fazê-lo.

      Como eu disse no meu último post, estou dando um tempo do blog, então não responderei mais comentários por período indeterminado. Agradeço pela compreensão.

      Em Cristo,

      A

  31. Relativismo,é o que permeia o inconsciente dos cristaos de hoje.Se a Igreja nao se moldar aos padroes deste mundo, nao ha razao em ser cristao,assim pensam muitos.Bom seria se a liturgia nos cultos seguissem um mesmo padrao.
    Muito bom seu blog ,exelente.por favor se meu comenterio parecer ofencivo perdoem me nao foi a intençao.A paz

  32. Houveram alguns comentários acerca de testemunhos e gostaria de levantar o seguinte questionamento: O que realmete é um testemunho? Será um momento que um dado irmão faz um relato sobre sua salvação ou de como o Senhor vem o ajudando a perseverar na fé(por exemplo), ou um período do culto em que conta-se vantagens e desperta inveja na igreja? Não quero polemizar nem nada, até mesmo porque pelo que vi o blog está meio que de férias, mas ouvi sobre isso essa semana e creio que seja interessante comentar.
    Sem mais,

  33. Eu, quando vi pela primeira vez esse ministério de dança foi num Seminário famoso e confesso que fique surpresa e ao mesmo tempo com temor de estar julgando irmãos, pensei: Bem, o Senhor está agindo com unções diferentes, restaurando as artes para Sua glória, etc e etc. Como tenho o costume de sempre analisar bem todas as coisas e pedir ao Senhor que me livre dos enganos, O querido Espírito Santo começou a me mostrar a verdade. Todo filho de Deus, pode dançar por estar alegre no Senhor, com descência e ordem como nos diz a Palavra. Na Igreja onde congrego, sempre alguém perguntava para o pastor porque não se batia palmas, e, ele respondia com estas palavras: aquele que sente vontade de bater palmas com algum cântico que faça para louvor a Deus mas que seja em espírito e em verdade! Cada um é livre para ajoelharse, leantar as mãos etc… pois o louvor que o SEnhor aceita tem que vir de um coração reto e sincero. Jesus, instituiu 5 ministérios para edificar a Igreja. Apóstolos, profetas, pastores evangelistas e mestres! Não existe este misistério da danças, com roupas especiais, maquiagens, coreografias, dançando lá frente. Eu, particularmente creio, que nada mais é que o mundo entrando na igreja! PAZ do SENHOR irmãos!

  34. Esse post é uma verdadeira (e muito séria) constatação. De fato, apresentações isoladas com grupos de dança em eventos específicos são plausíveis, mas a dança durante o louvor parece “sobrar” um pouco dentro do contexto. As meninas vestem roupas largas, dançam coreografias, cantando junto mas não acrescentam muito ao momento. Pelo contrário. E é ai que a coisa fica como no texto…

    Um testemunho e confissão particulares: sou membro de uma ICNV que há, em todos os cultos de domingo, duas meninas entre um grupo que se revezam na hora do louvor. São todas bonitas, bem vestidas e bem maquiadas. E há uma que acho extremamente bonita, seja por sua beleza, pelo seu jeito, etc. Resumindo a ópera, é bastante difícil não cantar certas músicas que já conheço de cor olhando para a mesma. O que piora ainda a coisa é o fato de ambos serem comprometidos. Acaba me restando fazer como dito: olhar para o chão ou teto, cantar e orar pedindo a Deus que me faça desapegar disso. É complicado!!

    Acho algo desnecessário, portanto, já que não acrescenta em nada e só tenta os que buscam santidade e foco no louvor. Já é difícil lutar contra a natureza pecaminosa do ser humano, em especial, de nós, homens. E acredito que, deste forma, contribui-se sem querer para tornar a luta diária ainda mais cruel.

    (perdoem o anonimato…)

  35. Concordo com o irmão. A igreja é a casa de Deus e é Ele quem define o que pode e o que não pode. Seria muita ousadia do homem querer colocar coisas na casa dos outros.
    O culto deve ser no padrão revelado na Bíblia. Não devemos acrescentar nada à ele.

  36. Bom! Enquanto as direções estiverem invertidas(por causa da preocupação em se adequar aos novos tempos) algumas igrejas estarão prestando um culto vão, isso por causa das inversões praticadas principalmente na hora do Louvor, ou seria louvorzão, será este mais espiritual que aquele?. Em suma um culto tem sempre que ter a direção vertical pois seu alvo é agradar a Deus e não a congregação o que torna o culto horizontal (e essa é a inversão). É apenas minha opinião sem ofensas!!!

  37. Entao amigo….eu penso que balle é coisa mais de mulher.Futebol coisa de Homem. Gostei muito da sua colocação quanto ao caso de Miriã.Gostaria de uma citação bíblica mais intensa com relação a prática de ballet masculino em igreja, na minha opinião é constrangedor. Um abraço!

  38. Concordo totalmente com a sua visão sobre o tema. Paulo falou sobre tantos ministérios, deveria ter falado sobre o ministério de dança, mas não falou. Não acho que seja um ministério inclusiva pessoas, pois geralmente só participa quem o cabeça deixa. De outra forma não se participa. O culto à Deus nem sempre está voltado para Deus. Muitas pessoas pensam no público, o que as pessoas gostam de ver,. Será que não vai ser morgado? Será que vai atrair pessoas? Precisamos fazer um culto animado! Então frases como estas nos leva a um questionamento? Cultuamos a Deus ou a nós mesmos? Quando tem alguém louvando sozinho lá na frente, com uma voz belíssima, logo queremos que esta pessoa cante mais vezes, porque sua voz é linda e encanta nossos ouvidos, sem contar com os elogios. Para quem foi a glória?? Para quem foi o culto? Precisamos repensar muitas coisas acerca do evangelho que vivemos hoje, principalmente dentro das igrejas. Não podemos trazer o mundo, as coisas do mundo, as ideias do mundo, para santificar a igreja. Exemplo: Sem João com Cristo, nos meses de festas juninas. Outro exemplo bazar para arrecadar dinheiro, fazer da igreja comercio, vender coisas para a construção do templo. Mas fui muito longe. Voltando para a dança, construindo a ideia partindo do principio que Deus criou todas as coisas, todos os ritmos, vamos ter sabedoria, e andar em constante oração acerca das coisas de Deus, porque é chegado o fim e devemos ser encontrados irrepreensíveis diante do Senhor.

  39. Estou totalmente de acordo irmão esses ministérios de danças não tem bases bíblicas, as pessoas usam muito que Davi dançou quê Miriam dançou, mais em Marcos 6/21 a 28 também encontramos uma mulher dançando e ela agradou aos homens e todos já sabem o que acontece no final.

  40. Gostei das suas bases bíblicas para explicar o sentido da dança, quando há manifestação do Espírito, as formas de sermos guiados não são pelas nossas vontades mas pelas vontades do Espírito. Se ele mandar dançar, dançamos, se ele mandarmandar correr, corremos.
    Porém as bases bíblicas que você forneceu estão no antigo testamento e hoje vivemos no novo testamento. Particularmente eu não achei nenhum versículo em que apareça Jesus dançando e em João 5.19 ele fala que o filho faz tudo ao qual vê o Pai fazer. Nem Jesus e nem os 12 apóstolos eu encontrei, não os vi dançando na igreja para adorar a Deus, então a conclusão que tenho é que não deva existir esse ministério….
    Mas gostei muito do texto e de seus argumentos, grande abraço meu irmão.
    🙂

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