Um ano de blog do andrew!

Sexta-feira, 18 de janeiro. Tá com a mesma cara de ontem. E antes de ontem. Mas hoje é hoje e não amanhã, nem ontem. E hoje? O que é?

Uma data por si só não muda muita coisa. Hoje é a sombra de ‘ontem’ e o prenúncio de ‘amanhã’. Então o que faz de hoje tão especial? A rigor, nada demais. Mas, como seres simbólicos que somos, gostamos das nossas datas comemorativas. Ainda no rastro do ano novo, tem gente que praticamente se mudou para a academia por conta das resoluções de umas três semanas atrás. Daqui mais três semanas elas voltam pro sofá, sem problemas. Mas e hoje? É o quê?

First birthdayHá exatos 365 escrevi e publiquei meu primeiro post do blog! O meu blog nasceu! Na verdade, ele nasceu um pouco antes disso, pois já tinha feito a página, mas não tinha escrito nada. Daí um belo dia (não lembro qual dia da semana era), decidi deixar a preguiça de lado e escrever meu primeiro post. Não foi lá essas coisas, mas foi! Saiu de mim e foi pro papel… por assim dizer, já que foi pra tela.

E há um ano estou nessa. Tento (e nem sempre consigo) escrever os posts que surgem a partir de reações à maluquice à nossa volta ou simplesmente pelo exercício de me obrigar a colocar os pensamentos no papel.

Então… quarenta e seis posts (e mais este de hoje) que representam o desenvolvimento dos meus pensamentos e um ano de desafios. Por mais que a data em si não traga nada de concreto, vale parar para pensar no andamento do último ano, desde aquele primeiro post.

Se você tivesse me dito há um ano o que me esperava nos 365 dias seguintes, não sei se teria acreditado. Essa maior parte de 2012 pode ter sido o ano mais difícil da minha vida. Se bem que há um ano eu talvez tenha dito o mesmo sobre 2011. Mas enfim, foi punk. Questões pessoais, vida profissional, notícias de tirar meu chão. Parar para pensar no ano que passou é um exercício e tanto. Pensar nos acontecimentos do ano, pelo que passei, o que simplesmente sobrevivi e o que consegui fazer.

É.

Sem adjetivo mesmo, frase incompleta, sujeito indefinido sem predicado. Isso tudo que passei… é. Só…

É.

Não sei se isso faz sentido, um blogueiro sem palavras. Ma’ vamo que vamo’!

Não gosto de reler o que escrevo. Minhas revisões e edições dos meus próprios textos nunca são as melhores. Volta e meia alguém me corrige. Você acredita que publiquei um texto falando de um “sinto de segurança”? Vai ver enfatizei demais o fato de sentir o cinto. E uma amiga me mandou logo uma mensagem: “Adorei o texto, mas cinto é com ‘c’”. Ops. Só não fala para ninguém que eu tenho um bacharelado em Letras, ok?

Mas às vezes me deparo com uma citação de um texto meu no facebook, alguém que resgata um post antigo e me marca no status. Leio aquelas palavras e sinceramente me pergunto se fui eu mesmo que escrevi aquilo. Seja por memória curta (meus 26 anos estão pesando ou preciso dormir mais) ou por alguma negação inconsciente, me surpreendo com um sujeito que eu nem sempre reconheço.

Mas foi um ano de escrita interessante. Conheci pessoas novas, fiz novos amigos, comprei algumas brigas, mordi a língua, tive que engolir minhas próprias palavras, voltei atrás, bati de frente. E no final de tudo… é. De novo. É.

O que dizer de tudo isso? Desse ano? Desse blog?

“Até aqui nos ajudou o Senhor.”

Quando paramos para pensar no ano ou seja qual for o período de tempo, olhamos para trás e lembramos daqueles dias em que dissemos “como é que vou sair dessa?”. E saímos. E aqui estamos. Mas, tem algo ainda maior que nos sustenta. Isso sim, certamente, simplesmente o é. O grande “Eu sou”, aquele que era e que há de vir… Ele sim: é. E eu? Também sou. Mas sou o que sou somente porque Ele é, antes de mais nada, antes de tudo. Ele é.

Esse é blog é resultado de uma vida falha, limitada, machucada e frágil. Mas o que faço não é por mérito meu, nunca. Se eu consigo de alguma maneira abençoar alguém com as minhas palavras, com as minhas inquietações, certamente não é por mérito próprio. Meu maior talento é o mesmo de Israel no Antigo Testamento: Deus faz uma promessa, Ele a sustenta com seu amor e justiça… e eu faço questão de fazer jus à minha natureza carnal e estragar tudo. Vez após vez. Aliás, se tem alguma coisa certa na minha vida é essa: eu estrago tudo, mas Deus faz infinitamente melhor que eu e, por amor e graça imerecida por mim, cuida de mim, lava minhas feridas e me bota de pé… até eu tropeçar e estragar tudo de novo.

Então, por hoje, nesse post, nesse primeiro ano de blog…

Agradeço a vocês que acompanham o blog! Um blog sem leitores não é um blog, é apenas um diário. Então, o blog também não seria o que é sem vocês! Logo… parabéns para nós! Sei que me repito e já falei isso para tanta gente, mas realmente não consigo expressar o meu espanto e alegria em saber que meus textos têm a repercussão da qual ouço. Recebo mensagens de pessoas que sequer conheço e às vezes num congresso alguém me encontra e diz que curte o blog. É MUITO legal ouvir que estou contribuindo para a vida dos outros. Saibam que o blog também contribui para a minha, demais! Desde os comentários até essa pessoa que (me) descubro entre as palavras: tem sido uma experiência sem igual! Mas uma coisa posso dizer com certeza: não é por mérito meu.

Ut in omnibus glorificetur Deus, que em todas as coisas (e nesse blog também) Deus seja glorificado.

Um forte abraço a cada um de vocês e que Deus nos abençoe para continuar trabalhando em mais um ano de batalha pelo Reino!

OBS: E se você achou algum erro de português, pode me xingar no meu facebook. Eu aceito.

Essa música, uma das minhas prediletas, fala disso. Deus faz coisas lindas a partir do pó, a partir de nós.

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8 comentários sobre “Um ano de blog do andrew!

  1. Que você continue se entregando, e se deixando ser usado por Deus através deste espaço virtual. Este Blog muito me abençoa. Que o Senhor te abençoe!

    Quanto aos erros de português, concordo com alguém que disse: “É mió escrevê as coisa certa do jeito errado do que escrevê as coisa errada do jeito certo”. rs
    Eu achei um errinho só no texto de hoje, mas e daí?

    Abraços

  2. Mano Andrews, parabéns pelo primeiro ano desta porta de bênçãos. Gostaria de compartilhar com você o quanto as suas palavras me ajudaram no ano que se passou. Como qualquer ano, enfrentamos lutas mas posso dizer que o ano de 2012 foi um ano bem atípico. De lutas e aprendizados e muitos cuidados vindos do Pai vieram deste blog. Cito os principais textos que tocaram profundamente meu coração: ‘você não conhece a minha dor’; ‘meu coração inquieto’; ‘não tema porque eu sou’; ‘all you need is love’; ‘um amor pra recordar’ e ‘perdoar pra quê’, não necessariamente nesta ordem de importância. Desejo que Deus todo poderoso conceda sabedoria à sua vida e que através dela Ele venha abençoar outras tantas.

    Paz de Cristo, Sara.

  3. Abri seu blog por acaso através de uma postagem no facebook, o tema era interessantíssimo, li, e realmente fiquei encantada com a sua forma de escrever, despreocupado mas sucinto, abortando temas tão sérios, usando uma linguagem correta e ao mesmo tempo jovial. Vindo de uma pessoa que gosta de ler como eu, aceite minha humilde opinião: você tem um talento nato, comece a escrever livros, fazer esboços (se é que você já não o faz); Leitura agradável e verdadeira, curti muito. Parabéns! Vou começar a acompanhar seus posts!

  4. Hei Andrew!!
    Conheci a sua mãe na Consciência Cristã. Eu tenho certeza que ela não se lembra de mim, mas não esqueço do seu sorriso, da sua simpatia e da sua humildade.
    Há pessoas que sentem um imenso carinho por ela.
    Fica na paz!
    Abração!
    Fica na paz!

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