Cara de um, focinho de outro

“As palavras da criança na rua são as do pai e da mãe.” Textos Judaicos

Há pouco mais de 4 meses, me tornei tio. Meu irmão e sua esposa tiveram seu primeiro filho, o João Felipe. Ele ainda está na fase de não entender nada do que acontece ao seu redor. Ele olha pra lá e pra cá e nós (tios, avós, amigos) fazemos nossa festa pra ele na tentativa de arrancar um sorriso. As vezes funciona, e todo mundo se derrete. Quando olham pra ele, logo começa a identificação dos traços. Na minha humilde opinião, do nariz para baixo é a mãe. E pra cima é o pai. Fora os olhos, que mais se parecem os do avô. Ou da avó. Aí depende de quem opina. O Joãozinho é a cara do dois, e nos resta a curtição de catar o que ele tem de quem. A testa franzida certamente ele herdou do pai.

Somos todos retratos de alguém, uma versão diluída de um com outro. Um dia nosso pai e nossa mãe se conheceram e, como fruto desse amor surgiu cada um de nós. Fisicamente, não temos escolha se não sermos miniaturas do pai e da mãe. Mas aí o filho cresce e começa a mostrar a personalidade. Quem nunca ouviu um “Teve a quem puxar…”?

Nossos pais são nossa planta, nosso esquema inicial, por assim dizer. A partir deles, construímos a nossa concepção de mundo. Começamos a nossa vida enxergando pelos olhos deles para então aprendermos a enxergar pelos nossos. Sejam esses pais biológicos ou não, são nossos primeiros professores e heróis. Eles são nossos padrões de segurança, de paz, de consolo. Na hora do aperto, quem não pensa logo no colo da mãe ou no abraço do pai (mesmo que não caibamos mais no colo dela, como é o meu caso)?

Conforme o tempo vai passando, crescemos e nos deparamos com outras pessoas, que também são resultados de um outro pai e uma outra mãe. No dia a dia, vamos nos apresentando, nos expondo e se relacionando com todas essas pessoas diferentes, aprendendo o que é certo e errado, o que é aceitável ou não. Entramos numa constante negociação daquilo que sempre tivemos como certo e aquilo que nunca conhecemos. Alguma coisa sempre é estranha e outras são novidades fascinantes.

Daí crescemos mais um pouco e chegamos naquela fase onde começamos a fazer nossas próprias escolhas. Alguns acabam escolhendo, por exemplo, a profissão de seus pais. Outros saem e fazem algo completamente diferente. Uns outros perambulam de trabalho em trabalho a fim de “se encontrar”. Todos querem buscar o seu lar, um lugar ou ambiente onde ele se sinta em casa. E ao constituir um lar, partimos de onde? Daquilo que conhecemos. Nos voltamos para aquilo que é mais familiar, para aquilo que durante tanto tempo foi tão aconchegante e passamos a tentar reproduzir aquilo que tínhamos como seguro. No caso daqueles que não cresceram num ambiente seguro, muitíssimos são aqueles cuja vida se torna uma resposta direta à criação que tiveram, seja em rebelião ou em superação àquilo no qual cresceram.

E continuamos a nossa jornada de crescimento, de desenvolvimento e construção da nossa identidade. Alguns são mais originais que outros, mas no fim, eu ainda acho que a digital dos nossos pais fala mais alto.

Eu vejo o meu exemplo. Tenho olhos verdes e cabelos loiros. Meu pai tem olhos azuis e minha mãe olhos castanhos. Ambos têm cabelos castanhos. Logo, fui adotado. Brincadeira… O olho verde deve ter vindo da minha mãe. Meu avô têm olhos claros, e alguns dos meus primos por parte de mãe também, então deve ter vindo dalí. O cabelo loiro? Não sei. Minha mãe nasceu loira, meu irmão também. Mas com o tempo escureceu. A barba tem toda a cara do meu pai, mas não é tão cheinha e completa quanto a dele. Na família da mãe, os homens quase não têm barba. Meio a meio. As mãos são do meu vô Isaque, o corpo mais se assemelha ao vô Roberto. E por aí vai o meu processo quase que Frankensteiniano de construção.

As vezes sou piadista que nem meu pai (acredite se quiser, meu pai pode ser MUITO palhaço). As vezes sou mais introspectivo, tal qual minha mãe. Hora sou firme que nem ele, depois sou mais sensível que nem ela. Seja como for, eu sempre acabo oscilando entre um lado e outro.

Na fresta entre ambas as influências vem “eu”. E eu sou mais eu! Porém… eu sou um resultado dos meus pais. Por mais que eu buque minha própria identidade, muito do que sou devo a eles (em todos os sentidos). E por mais que busque nos meus pais a minha identidade, eu sou um pessoa distinta do meu pai e da minha mãe.

Aos vinte e seis anos pondero sobre a minha vida, sobe minhas escolhas e sobre como eu construirei a minha casa, eventualmente. Tomo aquilo que sempre conheci e quase que instantaneamente me oponho aos meus pais. Quanto mais eu fujo deles, mais eu me enxergo neles. Dos trejeitos ao humor ao formato do rosto, “eu” sou um resultado de “ele” e “ela”, meu pai e minha mãe.

Esse post não traz respostas a uma indagação ou uma questão bíblica específica. Talvez ele seja mais um diálogo. E sendo assim, convido vocês leitores a expressarem a sua opinião nos comentários, pois este é um assunto que muito me interessa. Eu gostaria de ouvir como que outras pessoas com seus vinte e poucos anos (ou vinte e muitos, como no meu caso) lidam com isso. Eu me enxergo no meu pai e na minha mãe, mas não sou nem meu pai nem minha mãe.

Na Bíblia temos o texto de Gênesis em relação ao casamento que fala sobre o homem que deixará pai e mãe. Em Efésios, os pais são instruídos a ensinarem os seus filhos nos caminhos que devem andar. Provérbios é um livro que fala sobre os conselhos de um pai ao seu filho. Não consigo atribuir este texto a uma passagem bíblica especificamente, mas o conceito e a ponderação estão bem abordadas nas Sagradas Escrituras.

Eu poderia escrever mais e mais, mas tenho medo de divagar demais. Eu sinceramente queria ouvir de vocês o que crêem a respeito desse assunto.

Será que somos seres individuais e originais? Será que somos apenas respostas aos nossos pais? Será que somos reproduções? O quanto somos capazes de fugir do “molde” e do padrão que aprendemos com os nossos pais? E se você nunca pensou sobre o assunto… vamos bater um papo sobre como somos influenciados pelos nossos pais.

Ironicamente, ou por mera coincidência, essa semana é dia dos pais. Juro que o assunto do post não foi de propósito.

Fica aqui meu sincero desejo de felicidades a todos os pais que de si doaram para que nós, seus filhos, pudéssemos ter uma vida. Eu sei que sem o meu, eu não seria nem metade do que sou hoje.

Love you dad.

 

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14 comentários sobre “Cara de um, focinho de outro

  1. Andrew, não tenho vinte e poucos anos, tenho 19; mas já me perguntei várias e várias vezes sobre isso. E realmente é uma sensação estranha você ser igual, mas ser diferente de seus pais! Eu mesma, tenho o gênio igualzinho ao do meu pai e mãe. Mas quanto a aparência, há uma certa controvérsia rs. Alguns dizem que sou a cara da minha mãe, outros falam que não tem o que tirar do meu pai. (Eu, sinceramente não sei…) Mas em relação ao nosso caráter, acredito sim, que levamos um pouquinho do pai e um pouquinho da mãe, pelo fato de o meio onde vivemos nos influenciar. Por exemplo, todos temos preceitos. E geralmente (principalmente no início de nossas vidas) esses preceitos são heranças ou bagagens de nossos pais. Quando crescemos mais, agregamos novos preceitos que vêm de nossos colegas e amigos. O significado da palavra original, segundo o dicionário, significa: “…relativo a origem; inicial; que não ocorreu ou existiu antes…” E individual, significa: “…peculiar…” Uma junção das duas palavras, acredito que “resuma” essa mistura chamada: filhos! Creio (minha opinião) que somos originais, por cada um nascer de pais e mães diferentes, DNAs diferentes, células e combinações de genes diferentes (enfim, poderia passar a noite aqui falando de nossas diferenças) e é justamente por isso que NÃO somos idênticos aos nossos pais. É por isso que quando crescemos tomamos algumas atitudes diferente deles. Somos individuais por NUNCA ter existido alguém como nós. E é exatamente aí que está a grandeza de Deus: criar seres humanos totalmente diferentes! Incrível! Mesmo gêmeos univitelinos têm suas diferenças. Mas somos iguais a nossos pais sim, quando temos de tomar alguma decisão, quando estamos em uma situação difícil ou simplesmente quando falamos algum ditado que aprendemos com eles. Enfim, somos todos seres peculiares, mas com uma alta porcentagem de influência de nossos pais.
    Muito bom seu texto, Andrew. Gostei bastante! Que Deus lhe dê sabedoria para que venha entender este assunto e descobrir esse “mistério” de como somos iguais, mas diferentes de nossos queridos pais. E depois contar pra gente!
    Em Cristo, Tha.

  2. Olá, Namorado da Fran… rsrsrsrs

    Muito bom o seu post. Gosto muito de filosofar essas coisas… e o melhor é que a nossa filosofia cristã não nos deixa sem respostas como a filosofia humanista.

    Somos um pouco de todas as pessoas que nos cercam. Eu sempre fui mto perceptiva e sempre enxerguei na minha personalidade um pouco de cada membro da minha família, seja nas virtudes ou nos defeitos… é legal pq a gente percebe o significado bem real de ‘levar um pouco de cada um dentro de si’. Levamos um pouco das pessoas que mais amamos dentro de nós mesmos, ainda que não gostemos disso, às vezes.

    O bom dessa história é que temos a oportunidade de refazer esse pouco de cada um de nós com um olhar diferente… calma, não estou falando do princípio da reencarnação mas o da santificação… não errar no que erraram…procurar sempre uma vida segundo o padrão de Deus e não segundo o padrão que foi impresso em nossa personalidade…

    Divagações?! Muitas… só quis fomentar mais do seu pensamento.
    Anna Barros

    1. Olá amiga da Fran…

      Viajar é comigo mesmo. Se deixar, se encontrar uma pessoa que deixa a cabeça ir longe que nem eu, ficaremos longas horas papeando, talvez nunca chegando a lugar nenhum.

      É curioso pensar na rebeldia dos jovens, na ideia de que seremos originais. Acho que o grande pulo do gato é reconhecer a sua total incapacidade de ser original. Tendo estabelecido isso, vamos partir do que conhecemos para então construirmos algo, ouso dizer, novo.

      Obrigado pela “fomentação”.

      Abraço,

      A

  3. Andrew, a reflexão é muito boa.
    Eu sempre fico analisando isso também. Sou um tanto mais velha do que você e te digo que essas percepções vão mudando com o tempo. Quanto mais nos conhecemos, mais vamos identificando essas semelhanças. Quanto mais envelhecemos, mais as semelhanças ficam idênticas (tantos físicas como de personalidade), mas também conseguimos identificar mais claro em que somos diferentes.
    Conseguimos ver também no que as influências foram positivas e queremos reproduzí-las, como você bem colocou no texto. Mas também conseguimos ver defeitos e coisas que queremos fazer diferente ou melhor. No entanto, as marcas da genética são muito fortes e realmente nos definem. Somos 46 cromossomas – 23 do pai e 23 da mãe. Somos definidos sexualmente por Cromossomas XX (mulher) ou XY (homem). Cada X ou Y vem de um dos dois. Ou seja, somos pedaços deles, literalmente.

    Como bem descreveu Belchior:
    Que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo
    Tudo o que fizemos
    Ainda somos os mesmos e vivemos
    Ainda somos os mesmos e vivemos
    Como os nossos pais..

    Que Deus te abençoe.
    Que Deus abençoe a todos os pais.
    Ana

    1. Muito legal essa letra! Não conhecia… realmente, levando em consideração essa parte biológica, fica bem clara a “interferência” ou contribuição dos nossos pais na nossa formação. Acho que a gente acaba sendo muito mais deles do que imaginamos mesmo.

      Abraço,

      A

  4. Andrew amei seu post!Parece que leu meu pensamento!:)Estava semana passada,conversando com uma amiga sobre essse assunto!Falamos mais ou menos sobre isso…não da aparência,mas de temperamentos,de genios,de nossos filhos!Que apesar de cada um ter puxado um pouco de um de nós,são tão diferentes uns dos outros! (irmãos) nem parecem ser dos mesmos pais:)Comecei falando de como são diferentes em atitudes, pensamentos e ações!Ela concordou,e tbm disse que tem dois filhos, um casal,e acontece a mesma coisa!!Aí qdo cheguei em casa,fiquei pensando sobre o assunto e comecei a me transportar,para o passado e tentar lembrar de como eu era, meus pais, a criação que tive e a que dei a eles,(aos filhos) rssr…:) Para meu espanto, encontrei muitas respostas para as minhas dúvidas,me vi em alguns!!:)Pelo menos de minha parte, pois a do pai, não o conheci desde pequeno:)…então respondo por mim…!Talvez algumas diferenças, tenham herdado dele!Mas a criação que demos a eles, e vi que muita coisa,é um conjunto de tudo …Eu, PAI,CRIAÇÃO…Só que ainda acho , que o que não identifiquei neles como nosso e criação, tem a ver com a personalidade, opinião,visão das coisas,pois uns já são adultos e um, pré adolescente, tbm já está começando a ter opiniões diferentes,sentimentos!Agora te pergunto?Pois a minha dúvida continua,se em algumas coisas são diferentes de nós,e foram criados iguais, pelos mesmos pais,não acho que puxem só a nós!Será o meio em que vivemos,sociedade,amigos que o fizeram pensar questionar alguns valores,ideais,?É,para mim esse assunto é bem complexo…Ainda preciso, pesquisar, ouvir psicólogos,pra tentar conseguir descobrir a resposta que tanto procuro !:)Mas valeu por ter dado o pontapé…Muito bom! ❤

    1. Pergunta difícil essa hein. Bem, na minha opinião de leigo, acho que na juventude fazemos o nosso máximo para ver até onde conseguimos ir (para longe da nossa criação). Com o tempo, começamos a cansar um pouco de explorar, e começamos pouco a pouco a voltar para a nossa raíz. E é aí, passada a força e o ímpeto da juventude que “amanssamos” e nos acalmamos. Nos conformamos com aquilo que esteve sempre presente, pro nosso centro. E talvez seja somente aí que consigamos ver realmente o que é nosso e o quanto herdamos.

      Abraço,

      A

  5. Paz, Andrew!
    É um enorme prazer comentar neste espaço!
    Bom, seu post me fez passear ao longo dos meus quse 32 anos. Complicadas ponderações para mim… criada somente com avó, não enxergo traços dos meus pais em minha personalidade, o que já é visível fisicamente, principalmente do meu pai. rsrs
    Não me relacionei diretamente com eles, no dia a dia, mas conheço parte de sua história e suas convicções. Mas me considero bem diferente. Talvez, como você citou, porque busquei superar, me opôr, justamente pelos traumas sofridos em meio a uma infância difícil e por assim dizer, carente da presença dos pais.
    Já enxergo e enxergam em mim algumas características marcantes e positivas da personalidade da minha avó, e outras tantas não muito boas também. rs
    Tenho um filho de 11 anos e sou separada do pai dele. É constante minha preocupação no caminhar, na construção do caráter dele, no que quero deixar de mim e do que ele já herdou de nós. Minha identidade vai sendo moldada, transformada, lapidada a cada dia, a cada momento… situações distintas nos fazem amadurecer e ressurgir de forma impressionante. Espero sinceramente que deixe imprima mais marcas positivas e animadoras no meu filho do que as cicatrizes que já trouxe comigo na bagagem e que, inevitavelmente, fazem parte de mim, de quem eu sou.
    Conto com a Graça e misericórdia do Senhor para intervir nesta jornada, tanto minha quanto dele, na certeza de que tudo coopera para o nosso bem e que somos frutos do Seu amor. Mesmo com toda sorte de informações e influência advindas dos nossos pais, somos “únicos”, embora sejamos “Um” .
    Grande abraço.

  6. Bem…Eu sou filha adotiva e é interessante mesmo não tendo o sangue de ambos, como sou parecida demais com eles. Todos dizem que é a convivência que me me fez ser tão igual..rsrsrs.
    Tenho o gênio difícil como do meu pai, e a generosidade da minha mãe, quanto aos meus irmãos não tenho nada, mas nada mesmo de parecida. Muitas pessoas me perguntam se tenho curiosidade em encontrar meus verdadeiros pais e logo respondo..Pra que?.
    Deus me deu uma familia, a qual vou ser sempre grata, que me criaram me educaram, nunca me faltou amor, e ainda me deixou tão parecida com eles(pais). Até meu sutaque de falsa carioca é deles tabém(rs).Como foi citado acima por outras pessoas, na adolescencia tentamos o maximo não sermos parecidos com nossos pais, mas tudo muda com a fase adulta…pelo menos no meu caso foi assim. Começou no casamento, na chegada dos meus filhos e por ai vai….
    Somos imagem e semelhança do nosso criador assim diz a Biblia.
    E para nossos pais somos o espelho, eles veêm em nós aquilo que foram um dia para nossos avós. Certo mesmo sendo tão parecidos com eles temos nossa forma de pensar e agir, de lidar com problemas e diversidades, pois somos seres totalmente diferentes uns dos outros.
    Mas sempre nos lembrando de nossas raizes.

  7. Olá Andrew, muito interessante seu post. Eu não tenho vinte e pouco, nem vinte e muitos… já completei 30, mas continuo me analisando perante aos meus pais. Eu sou muito parecida com minha mãe, mas tenho a agitação de meu pai, já os irmãos, somos todos diferentes, não temos nada haver um com o outro. No entanto todos se parecem com meus pais.
    Como foi acima citado , na adolescencia tentamos o maximo não sermos parecidos com nossos pais. Mas comigo foi diferente, sempre quis ser igual a minha mãe, copiava tudo nela, o jeito de falar, de tratar as pessoas, jeito de vestir, enfim tudo mesmo. E com o tempo fui mudando e me tornando mais EU, hoje sou uma mistura dos dois. E posso dizer que sou muito feliz por isso, pois amo meus pais.

  8. OIi,Sou aqui de Ribeirão Preto,amiga da Fran

    Bom,é bem interessante pensar nisso né.Nossa aparência,atitudes e gostos refletem muito nossos pais.Acho que só conseguimos ser um pouco originais quando somos mas velhos e temos que passar para nossos filhos.Algumas coisas se reciclam e outras se modificam.
    No meu caso,vejo que tem coisas que fui descobrindo com o tempo que quando você é criança e sua mãe não gosta de algo ela obviamente não te da como por exemplo comida.Meus pais nunca me levaram ao Mcdonalds porque não gostavam e eu depois fui e gostei.Eles também não gostam de comida chinesa,japonesa e etc.São coisas pequenas que nos diferenciam.
    O que eu acredito ser muito importante é o ensinamento que nossos pais cristãos nos dão a respeito de Deus,e é um grande privilégio ser educado para conhecer a Deus.

  9. Interessante, há alguns dias eu comentava exatamente sobre isso com uma amiga. Há algum tempo eu tenho refletido sobre isso também. Quando adolescentes, nós pensamos que “não temos absolutamente nada a ver com nossos pais, somos completamente diferentes”. Quando nos tornamos adultos, percebemos que na verdade “temos muito” dos nossos pais, e ainda mais: somos “idênticos” aos nossos avós (hehehe). Exageros à parte, a verdade é que carregamos em nosso ser muito de nossas famílias (sejam caracterísiticas físicas ou comportamentais). Carregamos todos eles em nossa essência. E a partir daí penso, se carregamos pessoas em nossa essência, quanto mais não carregamos de Deus, a partir do sopro divino que recebemos em nossa criação? Não é uma grande alegria?

  10. Olá!
    sou de uma família de seis irmãos do sertão nordestino desde pequenos aprendemos a lutar para sobreviver a trabalhar mesmo, minha mãe sempre presente na minha vida meu pai ausente. Por isso acho que pareço mais minha mãe e de longe acho que tenho algumas coisas do meu pai que ainda é obscuro. Não desenvolvi muitas carateristicas do meu pai porque infelismente não tivemos um relacionamento intimo. Acredito se o pai for presente sempre desenvolve. Hoje é diferente graças á Deus mas é uma luta para quebrar barreiras.
    Como dizem a criança é uma folha de papel em branco. Gosto de suas publicações, Deus abençõe sua vida.

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