Como achar a “pessoa certa”?

“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.” Efésios 5.22-33

Na semana passada, em meio às minhas andanças pela internet, encontrei um site fascinante! O nome do site é The Art of Manliness (A arte da masculinidade). Peço perdão logo de cara por despertar tal curiosidade, porque sei nem todos terão acesso ao conteúdo. É em inglês (me perdoe mesmo! Queria muito poder traduzir o site inteiro, mas é muita coisa!). Me deparei com um artigo cujo título (traduzido) é 7 lições sobre masculinidade da Maior Geração (7 Lessons in Manliness from the Greatest Generation). O artigo fala sobre como os homens dos anos de 1910 a 1930 foram cidadãos de grande valor. Devido ao contexto social em meio aos efeitos da Primeira Guerra Mundial e da Grande Depressão econômica nos EUA, este período produziu homens de um caráter e valor inigualáveis.

Dentre as sete lições, uma me causou espanto. Todas as sete mexeram bastante comigo, mas a quarta lição me causou verdadeiro incômodo! A lição é: ame fielmente. Em primeira instância, é uma lição um tanto óbvia. Se você escolheu alguém para casar, você tem que amar esta pessoa fielmente. Mas o texto vai além. Ele diz que, parafraseando, naquela época não havia essa história de ficar, dar uns pegas e coisa e tal. Naqueles tempos, um homem batia o olho numa menina e se ela lhe parecesse boa o suficiente para casar, chegava com intenções sérias e os dois se casavam, e permaneciam casados por sessenta anos. Parece loucura, não? Pois é… mais loucura ainda é comparar o índice de divórcio de hoje com o daquela época. Hoje, a cada dois casamentos, um termina em divórcio. Metade dos casamentos não duram. Pense no peso disso. Estatisticamente, metade dos casais que você conhece hoje não existirão no futuro. (Não conheço seus amigos, então não me leve a mal. Estou apenas ilustrando a estatística.)

Chuta qual é o índice lá trás. A cada seis casamentos, um dava errado. Um em seis. Comparado a um em cada dois.

O que mudou? Se hoje somos uma civilização mais moderna, mais livre para escolher, mais coerente com si mesma, que respeita a escolha individual… não deveríamos ser… mais… resolutos? Bem, liberdade de escolha, obviamente, não é sinônimo de resolução. Pelo que vemos, é justamente o contrário.

Mas, voltando ao assunto de como escolher uma pessoa com quem casar…

O texto de Paulo fala sobre o papel do homem e da mulher no lar. Ele é o cabeça que deve amar a mulher assim como Cristo amou a Igreja. Ela, por sua vez, deve reverenciar o marido, como ao Senhor. Ou seja, no relacionamento ideal, a mulher deve-se sujeitar ao marido com todo respeito enquanto ele a ama e se entrega por ela. Essa equação funciona perfeitamente! Ela se sujeita ao homem que se entrega por ela. Ótimo! Qual é o problema disso?

O problema é o pecado. O pecado distorce e corrompe algo sagrado, um plano perfeito projetado para que pudéssemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nós. Lhe convido a ler os primeiros 21 versículos de Efésios 5 falando sobre o domínio da carne e o domínio do Espírito e pensar sobre os efeitos da carne e do Espírito. Esse capítulo é ótimo para ser lido em paralelo com Gálatas 5 (frutos do Espírito X frutos da Carne).

O interessante é que nessa equação, cada parte individualmente (sem considerar a contra-partida) soa como algo egoísta, não? Mulher se sujeitar ao marido? Marido se entregar pela mulher? Mas e se ela for egocêntrica? O cara tá frito! E se ele for machista e autoritário? Ela vai sofrer calada. Realmente, é um ponto a ser considerado. Porém… se nós analisarmos isso à luz dos dois papéis distintos e a responsabilidade de cada indivíduo, aí a equação fecha perfeitamente! Os dois se complementam em sua sujeição mútua, com respeito, com admiração e amor.

Tá… mas isso ainda não responde a pergunta de como se acha a pessoa certa. E também não explica porque que eu decidi contar a história dos coroas que estão casados até hoje.

Tem tudo a ver! Pensemos no seguinte: bater o olho numa menina ou num rapaz e ver alguém com quem vale a pena casar. Simples. Simples? É… simples. Esses homens enxergavam exatamente aquilo que era necessário para casar. Será que eles tiveram tempo para se conhecer melhor? Para conversar sobre que tipo de molho se coloca numa salada ou qual cor serão as cortinas da cozinha? Claro que não. Isso não importa (importa depois que casar, mas não antes). O que importa é: essa pessoa que lhe chamou a atenção… ela tem aquilo que é fundamental para estabelecer um casamento? Nós dois seremos capazes de construir algo juntos? Conseguiremos trabalhar juntos ou será sempre um contra o outro? E é aí que entra o texto de Efésios.

Não procure a “pessoa certa”. Não existe. Partamos do pressuposto de que você, sem dúvida, se casará com a pessoa errada, tão pecaminosa quanto você. Não existe uma pessoa com quem tudo se encaixa perfeitamente. Casamento é trabalho, puro e simples. Mas é um trabalho cujo resultado glorifica a Deus!

Então… como achar o cara certo? A menina certa? Minha proposta é: ache alguém que você possa respeitar e por quem você tem e sempre terá uma profunda admiração. É impossível admirar alguém sem respeitar, e na mesma moeda podemos dizer que uma pessoa que não é admirada dificilmente será respeitada. Quando houver essa base de respeito e admiração mútua, daí nasce o amor. O amor aqui é a capacidade de enxergar em alguém qualidades que justificam o seu cuidado e carinho por aquela pessoa.

Por que amamos a Cristo? Por que me sinto tão gostoso ao lado d’Ele? Não. Eu o amo porque ele me amou primeiro, porque Deus deu de si para que eu, um miserável pecador não merecedor da sua graça e misericórdia pudesse viver com Ele eternamente.

Homens: você confia que essa mulher poderá cuidar dos seus filhos? Será que ela merece o seu respeito ou você apenas a enxerga como alguém que vai esvaziar a sua carteira no shopping? Você a enxerga como uma menina frívola e inconsequente ou você consegue ver nela o sexo mais frágil merecedor do seu cuidado e da sua proteção? Ela reconhece o seu chamado como cabeça do lar? Ela lhe incentivará, sendo uma auxiliadora idônea, a ser esse homem ou somente cobrará de você na hora em que errar? Ela é digna da sua admiração, do seu respeito e amor?

Mulheres: esse cara aí que fala bonito e é todo bonitão… ele lhe trata bem? Ele lhe respeita? Ele põe você em segundo lugar como prioridade? (Segundo lugar, mesmo. Porque o primeiro deve sempre ser de Deus.) Ele lhe respeita? Ele é cavalheiro? É carinhoso contigo? Lembre-se: carinho não são flores e bombons, mas, sim, cuidado, bom trato e respeito. Você enxerga nele um garoto bonitinho e fofinho ou um homem capaz de lhe oferecer segurança e proteção? Ele é um “banana” ou ele mostra que tem o que é necessário para reger o lar com firmeza e sabedoria? Ele é digno da sua admiração, do seu respeito e amor?

Se você bate um olho numa pessoa e reconhece nela um bom partido, uma pessoa de Deus, dedicada a servir ao Pai celestial e cuja visão de Deus é compatível com a sua… então… tá esperando o quê? Corre atrás! É de Deus! Não  espere para esbarrar com a pessoa que lhe dá um frio na barriga, a pessoa que sabe exatamente o que dizer na hora certa, a pessoa que sabe se vestir bem, a pessoa que encanta todos com seu charme e simpatia… ache a pessoa para quem você pode, com toda confiança, se entregar, uma pessoa pela qual vale a pena viver e morrer. Peguei pesado? É drástico? Não. É bíblico. O que será que quer dizer “amar a esposa assim como Cristo amou a Igreja”?

Para você que ainda não achou essa pessoa: ore a Deus para que Ele molde o seu olhar para enxergar com os olhos d’Ele.

Para você que já viu alguém assim: está esperando o quê?

E para você que está aí sentando reclamando que Deus ainda não lhe mostrou esta pessoa… você por acaso está se preparando para ser este alguém especial para outra pessoa?

Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported License.

Direitos Reservados
O conteúdo deste site é de divulgação livre para fins não comerciais. É mandatório quem for reproduzir um post creditar: 1) Nome do autor. 2) URL do blog (com link). 3) Nome do blog: “O Blog do Andrew”.

Anúncios

18 comentários sobre “Como achar a “pessoa certa”?

  1. Muito bom!!!
    Interessante que colocou “Peguei pesado? É drástico? Não. É bíblico”…
    Realmente, muitos vão achar isso um exagero, porque nossas mentes estão sendo condicionadas a pensar em relacionamentos usando como “padrão” os filmes românticos… Uma das decisões mais importantes da nossa vida(que é escolher o seu cônjuge), está sendo tomada segundo um conceito do mundo que diz que devemos seguir o coração(completamente o contrário do que a Bíblia diz!)
    Belo Texto, é sempre maravilhoso ler a verdade, bom pra acordar e continuar orando.. rsrs

  2. Parabéns pelo texto meu amigo! Em épocas como a que vivemos com movimentos de “escolhi esperar”, e sei lá o que, nada como um texto bíblico como esse! ahh, gostei da parte: “garoto bonitinho e fofinho ou um homem capaz de lhe oferecer segurança e proteção?” como eu tenho visto isso…. abraço

  3. Tenho 54 anos e duas filhas de 21 e 24 anos, por isso vou lendo os seus textos e incentivando-as a ler também. Que o Espírito Santo continue te renovando sempre neste assunto.

  4. Meu irmão que texto! Gostei dessa parte: “Se você bate um olho numa pessoa e reconhece nela um bom partido, uma pessoa de Deus, dedicada a servir ao Pai celestial e cuja visão de Deus é compatível com a sua… então… tá esperando o quê? Corre atrás! É de Deus!”.

    Tudo é tão simples, é a gente que complica as coisas…rsrs
    Deus continue te capacitando!

  5. Ótimo texto, Andrew! Reflexão profunda e fiel à Palavra.
    Deus tem te iluminado muito na compreensão das verdades bíblicas.
    Que Deus te abençoe!
    Abraço.

  6. “Se você bate um olho numa pessoa e reconhece nela um bom partido, uma pessoa de Deus, dedicada a servir ao Pai celestial e cuja visão de Deus é compatível com a sua… então… tá esperando o quê? Corre atrás! É de Deus!”

    Andrew, qual a sua visão sobre a iniciativa para um relacionamento?
    Esse “correr atrás” seria uma função exclusivamente masculina?

    1. Pergunta interessante. Confesso que não tenho uma reposta pronta para ela. A resposta rápida seria o homem, devido à responsabilidade dele como cabeça.

      Porém, se houver uma amizade genuína entre ambos, creio que chega a um ponto onde a coisa fica tão óbvia que quase não é necessário alguém tomar a iniciativa. Cada caso é um caso. O “correr atrás” seria, em primeira instância, investir numa amizade para ver se da pra cogitar qualquer outra coisa.

      Não sei se ajudei tanto assim… peço perdão. Abraço!

  7. Gostei muito do texto, na verdade gostei muito do seu blog. É muito bom poder ver duvidas sendo respondidas e o mais legal que é por um jovem cristão com um grande entendimento. Digo isso porque mesmo eu tendo um pai pastor pra responder as minhas duvidas, é bom ler sobre certos assuntos vindo de um jovens cristãos, assim podemos perceber que outros passam o mesmo que eu e assim me sinto melhor e mais forte. Beijao 🙂

    1. Que legal! Você não tem noção do quanto esse tipo de comentário me faz feliz. É muito bom saber que as minhas “discussões mentais” a respeito da minha fé, tentando formar sentido dela ajudam outras pessoas.

      Espero poder continuar nisso… obrigado por compartilhar!

      Beijo,

      A

  8. Nunca li um texto como esse a respeito de escolher a pessoa certa. A maioria muitas vezes não tem muito fundamento, o que você disse até me emocionou. Esperar a pessoa certa é algo difícil que tem que esperar em Deus com confiança sabendo que Ele sempre nos dará o melhor.

  9. Olá Andrew, Tudo bem? Estou conhecendo o seu blog agora e gostaria de dizer que gostei muito deste texto. Parabéns por sua postura e pensamentos verdadeiramente espirituais. Que Deus te conserve assim.

    Abraços
    Geni

  10. Infelizmente há uma grande dificuldade em encontrar alguém assim, sou meio suspeita pra falar porque eu tenho essa dificuldade.
    Como ser submissa a um homem se o mesmo não é submisso a Deus? Isso é difícil!
    Concordo com o texto, mas devemos estar completamente direcionados por Deus, decisões decidem destinos, e uma escolha pode ser algo muito perigoso.
    O amor, no meu ponto de vista é algo extremamente racional, é uma decisão!
    Fui noiva duas vezes, e terminei com ambos pelo mesmo motivo, é muito difícil se colocar submissa de um homem que não está totalmente submisso a Deus.
    Desejo que em nome de Jesus os jovens orem bastante, e realmente escolham o melhor de Deus.
    E que os mesmos sejam o melhor de Deus para os seus companheiros.
    Deus te abençoe filho.

  11. Parabéns pelo texto! Realmente, grande parte dos casamentos fracassados são uma consequência de namoros mal conduzidos. Muitos jovens crentes são influenciados pelos padrões dos filmes de hoje, e portanto se perdem ao ‘decidirem com o coração’, e não com a razão submetida à Palavra de Deus.
    Quando eu era solteira, ganhei um grande presente: o estudo Amor, Namoro e Casamento. Recomendo a todos os solteiros! Esse estudo foi usado por Deus na minha vida, e pude perceber que é MUITO melhor estar solteiro(a) do que mal-casado(a). Com esse entendimento, tive bons critérios para avaliar pretendentes e não me preocupar mais em me casar nesta ou naquela idade. No tempo do Senhor, casei-me com um verdadeiro servo dEle com o qual tenho tido muitas alegrias na jornada cristã!!

  12. Um belo texto, não por causar emoção com belas palavras, mas fazer bela uma realidade com pé no chão. Que Deus dê a todos nós sua visão, para enxergar além das aparências.
    Que Deus continue te usando Andrew.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s