Aí não, filho

“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus manda-mentos; e os seus mandamentos não são pesados.” 1 João 5:3

Quem nunca tomou aquela chamada da mamãe: não bota a mão aí, não mexe nisso, não come isso… Em contrapartida, quem nunca botou a mão onde não devia ou mexeu naquilo que era para ficar parado ou comeu algo que lhe fez mal.

É obrigatório, pela lei brasileira, dirigir com o cinto de segurança. É ligeiramente desconfortável, sim. Se você estiver com uma camisa mais formal, a probabilidade de amassar é quase que certa. Mas, sem o cinto, um acidente vai, no mínimo, lhe fazer mal.

Será que essa imposição da mãe é um abuso de autoridade da parte dela? Será que ela está oprimindo o livre-arbítrio e a liberdade da criança de explorar? Quando a lei nos obriga a usar o cinto de segurança, será que o encarregado estava querendo mostrar o seu poder político? Com que direito que a lei me obriga a ordenar o uso do meu carro?

A mãe ama seu filho. Ao ver algo que vá fazer mal, a mãe logicamente quer proteger o filho, por amor, zelando pelo bem dele. O cinto de segurança protege o motorista num eventual acidente. O cinto de segurança foi criado para o seu bem.

No meu último texto falei sobre alguns conceitos fundamentais à vida do cristão. Mas o que vem por trás desses conceitos? É muito simples e, paradoxalmente, infinitamente complexo e inconcebível.

Deus me ama. Esta verdade parece ser algo tão corriqueiro, quase simplório. Já cansamos de ver os adesivos de carro, ouvir músicas românticas e poéticas, os versículos avulsos, o famoso ‘3.16’ sempre na ponta da língua… mas não basta estar na ponta da língua. Deve estar na mente e no coração. Deus me ama. O Deus todo poderoso, criador dos céus e da terra, das incontáveis estrelas, que dá ordem à tempestade mais aterrorizante, onisciente, onipresente, Rei absoluto sobre tudo que há… me ama.

Então… quando Deus, por meio da sua Palavra, me mostra um limite, eu tenho que saber que por mais que esse limite seja, em primeira instância, uma limitação, o que vem por trás dele é para o meu bem.

Por isso, quando vejo tantos relativizando ou se opondo às “normas” bíblicas (faço questão de colocar normas entre parênteses pois são princípios e não normas propriamente ditas) eu consigo apenas enxergar uma rejeição do amor de Deus por nós. Não queremos fazer algo que nos custe, por maior bem que nos faça… queremos o bem que nós escolhemos. Logo, rejeitamos o amor de Deus por nós.

Qual é o bem que você busca para a sua vida? Aquilo que o Deus infinito, perfeito e incompreensivelmente amoroso tem para ti… ou o bem que você enxerga? Eu escolho O amor.

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6 comentários sobre “Aí não, filho

  1. Existe uma certa desconfiança quando um principio nos é apresentado. Roubando as palavras do Bispo Walter em um de seus blogs, existe uma certa “hermeneutica da desconfiança” em relação aos motivos em que um principio foi estabelecido e a partir disto as pessoas se esquivam da responsabilidade. Mas sabe, a ovelha conheçe a voz do seu Pastor. Quando minha mãe brigava comigo com aquela voz de trovão e as vezes com uma cinta na mão (vixe rimou !) eu nunca duvidava dos seus motivos, podia até questionar os seus métodos (cinta doi vai), mas nunca os seus motivos. Sabia que ela me amava. Acho que com Deus é um pouco assim, podemos até reclamar um pouco quando ele nos manda fazer algo que não queremos, mas nunca duvidamos dos Seus motivos, pois conheçemos a Sua voz e sabemos do Seu amor para conosco.
    “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jeremias 29.11
    A paz
    Luiz Felipe

  2. Querido Jovem, parabéns por se expressar tão clara e objetivamente.
    Acredito que O Senhor Jesus Cristo, através do seu Espírito Santo, nos ensina viver através da Didática do Amor e da Justiça.
    Deus tem seus Processos, seu Sistema. Cabe a nós buscarmos ser aquilo que Ele planejou.
    Graça e Paz!

  3. Isso mesmo Andrew, o conceito por trás do conceito. Ás vezes agimos como crianças birrentas e colocamos a mão no fogo mesmo quando Deus diz para nos mantermos longe. E desobedecer o Papai nunca é bom. Acontece que nem sempre temos fé o bastante para esperar, para descansar no Senhor. Queremos tudo pra hoje, não entendemos os caminhos de Deus, queremos dizer a ele como fazer. E quando as coisas não saem como queremos, sofremos. Esquecemos que Deus é criativo e já tem tudo planejado!
    Mas se pararmos para pensar… o diabo não tem poder sobre a minha vida, logo as coisas ruins que acontecem comigo NÃO são obras das mãos dele. As coisas ruins que me acontecem agora, as coisas que eu gosto mas devo renunciar, os problemas, os desertos… tudo faz parte de algo muito maior e absurdamente MELHOR que Deus tem preparado pra mim mais na frente… E ainda que aqui na terra pareça que esse algo nunca chega, não importa. ”Viver pra mim é Cristo, morrer pra mim é ganho”. O meu tesouro não está aqui, logo tudo de bom que Deus mandar já é lucro. E olha… Quanto lucro tenho tido fazendo o que Deus me manda. Deus me ama demaaaaaais mesmo. =)

  4. Texto muito bom, que a cada dia possamos viver uma vida que agrade a Deus, e mais do que amando por palavras, que amemos com ATITUDES, pois Jesus nos amou e também demonstrou o seu infinito amor por nós na Cruz, derramando o seu sangue por nós ainda pecadores, sem mesmo merecermos!
    Deus continue a te abençoar grandemente!

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